O engenheiro agrônomo, Marcio Nunes, que entre outros cargos, já foi vice-prefeito de Campo Mourão, concedeu neste domingo, entrevista à TRIBUNA. Ele fala de sua pré-candidatura a deputado estadual pelo PSC. Nunes, que por último foi presidente do Instituto das Águas do Paraná, disse que com a passagem pelo instituto, pôde fazer um diagnóstico do Estado.
As convenções do partido que definirá a candidatura de Nunes será no dia 28 de junho. Ele disse que já tem percorrido grande parte dos municípios em busca de apoio. Fiquei 16 anos fora, descansando da vida pública, amadurecendo. E agora me sinto preparado para enfrentar esta batalha, frisou. Leia abaixo a entrevista completa.
Tribuna do Interior – Porque o senhor é pré-candidato a deputado?
Marcio Nunes – Primeiro porque a intenção de um homem público é desenvolver um bom trabalho que represente as pessoas, principalmente as pessoas mais simples e humildes que precisam do poder público. E essa minha passagem pelo Instituto das Águas do Paraná me deu bastante bagagem. Eu percorri praticamente todos os municípios do Estado, tendo uma leitura ampla dos municípios e do Estado.
Tribuna do Interior – Qual sua bandeira de luta?
Marcio Nunes – Hoje pela bagagem que temos, sabemos onde estão os gargalos do Paraná. Então quero fazer um bom trabalho de legislação, um trabalho bastante técnico que está dentro do meu perfil e legislar para desatar estes ‘nós’ burocráticos do Estado. Porque você veja, o mesmo Estado que o Governador Beto Richa comanda hoje, Estado que o ex-governador Roberto Requião comandou há oito anos e que Jaime Lerner tocou há 16 anos e é o mesmo: muito burocrático. E quem faz a diferença são as pessoas que estão à frente dos órgãos públicos, porque o quadro funcional é o mesmo.
Tribuna do Interior – O senhor acha que a Comcam tem capacidade para eleger mais de um deputado estadual?
Marcio Nunes – Veja, esta eleição é para deputado estadual. Não é para deputado regional e nem municipal. Se a legislação fosse outra, que houvesse currais eleitorais seria diferente. Na região de Campo Mourão, praticamente todos os prefeitos têm um deputado de fora. São pouquíssimos os prefeitos da região que tem deputado de Campo Mourão. Então eu acho realmente que tem um espaço muito grande. Lembrando que da mesma forma que outros deputados vêm na nossa região em busca de votos, nós também vamos buscar votos em outras regiões.
Tribuna do Interior – Além dos dois pré-candidatos que disputam a reeleição na Comcam, existem pelo menos outros três concorrentes a uma vaga na Assembleia. Isso não atrapalha a Comcam a eleger mais de um deputado?
Marcio Nunes – Eu acredito no seguinte: se a leitura das pessoas for que temos uma candidatura para deputado estadual eu acho que não. As pessoas [os pré-candidatos] têm que medir o tamanho do púbico que tem e a base de apoio para avaliar se tem viabilidade. Por exemplo, nós temos aqui em Campo Mourão o apoio do vereador mais votado, o Isidoro Moraes. Temos apoio do presidente da Câmara de Vereadores e segundo vereador mais votado, o Pedrinho Nespolo, entre outros. Agora claro, existe uma diferença muito grande entre apoio e voto, temos que transformar o apoio que temos em votos, se isso acontecer não tenho dúvida que existe uma possibilidade muito grande de sermos eleito.
Tribuna do Interior – O senhor presidiu o Instituto das Águas por pouco mais de três anos. Isso projetou o seu nome no Estado?
Marcio Nunes – Sem dúvida nenhuma. Minha passagem pelo governo do Beto Richa foi muito importante, principalmente porque nós conseguimos criar um relacionamento muito importante com os municípios. Dificilmente um município do Paraná não tenha hoje uma obra do Instituto das Águas. E nós conseguimos fazer um belo trabalho no Instituto, foram mais de 500 sistemas de abastecimento de água implantados, poços artesianos para famílias que não tinham água para beber, trabalhamos também na preservação e conservação da água existente, implantação de galerias de águas pluviais, e um dos programas mais importantes, que foi a retirada do BHC de mais de duas mil propriedades rurais do Estado. Isso com certeza me projetou para uma campanha estadual.
Tribuna do Interior – O PSC disputará a eleição a deputado com chapa pura ou formará aliança com outro grupo político?
Marcio Nunes – Que eu tenho conhecimento o PSC é o único partido que tem mais candidatos que vagas. Então o PSC tem uma chapa completa. Talvez tenhamos que fazer uma coligação com outro partido menor que não tenha o número de candidatos para abrigar todos [os candidatos].
Tribuna do Interior – O deputado Nelson Garcia ‘entregou’ ao senhor o seu reduto eleitoral. Como surgiu essa parceria com ele?
Marcio Nunes – Essa parceria acabou surgindo da vontade do Nelson de parar depois de seis mandatos consecutivos e da minha vontade de recomeçar. Aí houve a união. Conversamos com o Governador Beto Richa e ele avalizou esta união. Percorremos já há um ano todos os municípios da região do Nelson e de lá para cá já começamos a atender estes prefeitos, o que criou um vínculo muito forte. E hoje este apoio está consolidado.
Tribuna do Interior – E os apoios na Comcam?
Marcio Nunes– Na região da Comcam estamos começando a fazer este trabalho agora. Estou montando o meu grupo político nestas eleições. Essas pessoas que estiverem nos apoiando nestas eleições vão receber apoio na próxima eleição.
Tribuna do Interior – Qual sua experiência na vida pública?
Marcio Nunes – Chegamos para disputar estas eleições como sangue novo. Mas já fui vice-prefeito de Campo Mourão, chefe de Núcleo da Secretaria da Agricultura e Meio Ambiente do município, chefe regional da Secretaria da Agricultura e Meio Ambiente da região de Campo Mourão, diretor da Emater e presidente do Instituto das Águas Paraná. São todos cargos executivos, ou seja, sou um executor e realizador.