Foi realizado esta semana em Campo Mourão um seminário com representantes da pecuária leiteira para discutir e apresentar as normativas referentes ao programa da Brucelose e Tuberculose. O evento foi realizado pelo Núcleo Regional da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab), por meio da Deagro, em parceria com o Escritório da Agência de Defesa Agropecuária (Adapar) e o Instituto Emater. O mesmo evento foi realizado em todos os municípios que compõe a base da Seab e a expectativa é que mais de dois mil produtores tenham recebido as informações.
O chefe regional da Seab, João Ricardo Barbosa Rissardo, explicou que a iniciativa surgiu após a visita do presidente da Adapar na região. Serão abrangidos em torno de dois mil produtores que receberão as informações e estarão em condições de entender as exigências do estado em relação à erradicação da Brucelose e Tuberculose. No caso não é para punir, mas sim para prevenir, frisa ao explicar que isso é uma garantia de alimentos seguros para a população e com isso, melhorar o mercado para o produtor.
Ele revela que a preocupação é com todos os proprietários, não importando o tamanho. A Assistência Técnica através do Órgão Oficial de extensão rural [Emater] consegue chegar até esses pequenos produtores. O objetivo, ele explicou, é levar as informações para produtores que muitas vezes não estão em condições de tê-las de forma mais rápida e no tempo necessário. Buscamos que essas pessoas tenham a possibilidade de se desenvolver e se manter na atividade que, para elas, vai trazer um benefício, mas também para toda a comunidade.
A presidente do Conselho de Sanidade Agropecuário, Jaciane Beal Klank, revelou que o trabalho que é feito há tempos com a prevenção da Febre Aftosa agora começou a ser realizado também com a brucelose e tuberculose. Ela lembrou que havia sido criado em gestões anteriores o programa Leite das Crianças, mas que não houve a preocupação com a qualidade do produto oferecido para a população. Será que nós estamos levando leite contaminado em algum lugar para essas crianças? Cria-se um programa mais político do que técnico e com muito menos responsabilidade do que se deveria ter, diz.
Ela lembrou que até o dia 30 de maio o produtor de leite precisa entregar o comprovante de vacinação das bezerras quanto à brucelose. Não é só um problema com os animais. É uma zoonose, um problema de Saúde Pública. Quanto não se gasta hoje nos postos com o tratamento de diarreia com essas crianças que tomam leite contaminado, cru que a gente não sabe a origem?
Jaciane afirmou que o Brasil precisa aprender a consumir alimentos seguros. Nós devemos fazer como todos os países: não precisamos só consumir alimento, mas sim alimento seguro. Enquanto não fizermos isso, nenhum país vai se preocupar que o Brasil é o maior produtor de grão, de leite, carne. Precisamos ser os maiores produtores de alimento seguro do mundo.