PRF intervém e greve de caminhoneiros “recua”

Clodoaldo Bonete/Tribuna do Interior

Após chegada da PRF, caminhoneiros liberaram a rodovia BR 487

A greve dos caminhoneiros está perdendo forças na região e durante o dia de ontem, todas as entradas da cidade foram liberadas após diálogo entre manifestantes e a Polícia Rodoviária Federal (PRF). No final da tarde, segundo o inspetor da PRF Luiz Roberto Karpinski o trânsito fluía normalmente nas estradas federais de acesso a Campo Mourão. “Houve diálogo com todos e as pistas foram liberadas. Apresentamos determinação da justiça que exigia o desbloqueio das rodovias federais sob pena de multa em caso de desobediência e eles entenderam”, afirmou.

No início da manhã, uma equipe da PRF foi até a rodovia BR 487, próximo ao Parque Industrial da Coamo, onde um grupo de caminhoneiros mantinha a rodovia bloqueada. “Conversamos com os supostos líderes, que aguardavam o reforço de um grupo de Pitanga para engrossar o movimento, mas como não apareceu ninguém eles concordaram em deixar o local, liberando totalmente o trânsito”, contou o policial rodoviário Israel Muniz.

De acordo com o policial, a ordem do governo é negociar e evitar qualquer tipo de confronto. “Até o momento tem sido tranquilo, pelo menos na região de Campo Mourão. O pessoal tem entendido e quando chegamos, há o respeito pela ordem judicial. No diálogo tem sido possível resolver, mas na região de Cascavel temos uma equipe de choque preparada, assim como a Força Federal para entrar em ação em qualquer caso de emergência, mas esperamos que não seja necessário.”

Um dos representantes do grupo de caminhoneiros na BR 487, Jean Pata, disse que o protesto não está terminado. Após a chegada da PRF eles liberaram o trânsito e todos os caminhões foram retirados do acostamento, mas um grupo de caminhoneiros permaneceu no local. “Conversamos com a polícia e liberamos a pista, mas isso é temporário. Vamos manter o protesto sim, porque esse acordo que o Sindicato fechou com o governo não nos favorece em nada”, disparou.

Para ele, tudo não passou de uma ‘jogada política’. “Foi uma jogada maldosa de mídia por parte do governo e do sindicato também, que na verdade não nos representa”, completou. Sobre o risco de levar multas, caso permaneçam parados nas estradas, Jean dispara mais ataques ao governo: “Isso é ditadura, rasgaram a Constituição e acabaram com nosso direito. Não somos bandidos, mas trabalhadores e não queremos tumultuar.” Em Campo Mourão alguns postos continuam com falta de combustível, especialmente gasolina.