Foto: Walter Pereira/Tribuna do Interior
Professores da rede municipal de Engenheiro Beltrão fecharam acordo na quarta-feira à tarde com o prefeito Elias Lima (PSD) e retornaram ontem às salas de aula. A categoria estava desde a última sexta-feira em greve. Aproximadamente 22% do quadro aderiram a paralisação que reuniu pelo menos 46 professores.
Entre as reivindicações da pauta de discussão, os educadores, cobravam aumento da hora atividade, reajuste do piso ao mesmo percentual concedido no ano passado pelo Governo Federal, de 13,01% e efetivação de licenças anuais.
O secretário municipal da Educação, vice-prefeito Daniel Olegário da Silva, disse ontem à TRIBUNA que a secretaria está preparando agora um calendário de reposição de aulas para os dias de paralisação. Mas sabemos que a reposição não é igual ao dia normal de aula corrido. Sempre um prejuízo vai ficar e os mais prejudicados acabam sendo os alunosfrisou.
O secretário informou que ficou decidido em reunião com os professores, que eles vão repor todos os dias paralisados e que não haverá mais desconto dos dias de greve. Isso se tiver a reposição integral, aquele que não repor será descontado, disse.
A categoria dos professores fechou o seguinte acordo com o município: alteração da lei que trata da licença prêmio, será feito pelo Executivo um projeto de lei estipulando até cinco licenças anuais com critérios estabelecidos; criação de projeto de lei estabelecendo as horas atividades em 1/3; e reajuste do piso em 13,01% com retroativo a janeiro. O projeto já foi encaminhado pelo Executivo à Câmara de Vereadores no início do mês.
Silva acrescentou que a prefeitura sempre abriu canal de diálogo com os professores e que ficou surpreso com a paralisação. Até tomei um susto quando soube da greve porque nós tínhamos tido uma conversa antes, falou. Segundo ele, o movimento foi mais político do que de reivindicação.