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Refeição possui cardápio bem variado, sob orientação de nutricionista
Há quase dois anos em funcionamento, o Restaurante Comunitário de Boa Esperança mantém o preço de R$ 1,00 por refeição às pessoas carentes do Município. No ano passado foram servidos no local, em média, 1.200 almoços mensais, fechando 2014 com 13 mil. Segundo levantamento divulgado pela prefeitura, o restaurante tem atendido cerca de 60 a 70 pessoas diariamente.
De acordo com a coordenadora do restaurante, Cacilda Gasparelo, o atendimento é prestado às pessoas de baixa renda ou que são cadastradas em algum programa do governo. Além de ser um valor bem acessível a todos, a refeição possui um cardápio bem variado com arroz, feijão, maionese, costela assada, salada de tomate, beterraba com cebola roxa, cebola em conserva, rúcula e repolho refogado, diz ela. E ainda tem sobremesa com suco de abacaxi, banana e paçoca caseira.
O cardápio é regulado pela nutricionista da Assistência Social. O restaurante comunitário é mantido com recursos do próprio Município, que se tornou a menor cidade do Brasil a ter esse espaço aos carentes. Quem se alimenta no local são pessoas de baixa renda, público esse constituído prioritariamente pela população em situação de vulnerabilidade socioeconômica e de insegurança alimentar e nutricional.
Além de ajudar quem mora na cidade, o restaurante comunitário é um incentivo também ao pequeno produtor do município. Eles vendem seus produtos diretamente para a administração municipal por meio do programa de aquisição de alimentos, o Compra Direta. Parte do total adquirido é destinado à cozinha do restaurante para o preparo de uma refeição que satisfaça a necessidade da população.
Para o prefeito Claudio Gotardo é um orgulho manter o título de menor cidade do Brasil com restaurante popular. Os restaurantes populares são implantados em cidades médias e grandes. Esse título [menor município do país a ter o restaurante popular] é nosso e temos muito orgulho de ostentá-lo, afirmou Gotardo.
Segundo ele, o restaurante foi feito pensando naquela família ou pessoa sozinha que trabalhe na cidade ou venha de algum distrito para consultas ou resolver problemas. São pessoas que não têm condições de frequentar um restaurante comercial comum. Estamos levando um bom alimento para a família sem prejudicar o comércio que temos na cidade.