O movimento Vem Pra Rua, um dos principais mobilizadores dos atos contra o governo federal, decidiu aderir ao lema “Fora, Dilma”. Entre os grupos que ajudaram a organizar os protestos, o Vem Pra Rua era o único que rechaçava a tese de impeachment.
A mudança de posição ocorre a menos de 15 dias do próximo ato nacional contra a presidente Dilma Rousseff, previsto para 12 de abril.
Rogerio Chequer, porta-voz do Vem Pra Rua, diz que o grupo avaliou posições de diversos juristas e chegou à conclusão de que hoje existem meios legais para exigir o afastamento, a renúncia ou o impedimento da presidente.
“Temos teses jurídicas novas que apontam que ela [Dilma] pode ser investigada por condutas que levem ao impeachment ou que denotem crime comum, o que exigiria seu afastamento”, afirmou Chequer. “Não somos especialistas, mas não podemos mais evitar essa discussão.”
A ideia agora é pressionar a oposição no Congresso a subir o tom e ampliar o apelo por uma apuração voltada especificamente contra Dilma.
Com 400 mil seguidores no Facebook, o Vem Pra Rua ajudou o PSDB a organizar atos a favor do senador Aécio Neves (MG) na reta final da campanha presidencial de 2014 e manteve diálogo com os tucanos por algum tempo.
Recentemente, porém, o grupo tem divulgado textos em que se afirma suprapartidário e nega qualquer vínculo formal com o PSDB.