Palmeiras massacra o São Paulo e enfim vence clássico

Zé Roberto havia avisado na véspera do clássico desta quarta-feira (25), que o Palmeiras enfim estava maduro para vencer um grande rival. Um dia depois, ficou claro que o capitão sabia o que estava dizendo.

Impecável tática e psicologicamente, o Palmeiras poderia ter massacrado o São Paulo de maneira histórica na noite desta quarta-feira (25) em seu novo estádio.

O 3 a 0 saiu muito barato para os visitantes, que perderam a cabeça logo aos 3 min de jogo. Curiosamente, a implosão moral são-paulina começou por seu jogador mais experiente e influente.

Rogério Ceni, 41, falhou naquilo que é o seu ponto mais forte: trabalhar a bola com os pés. Carlinhos fez um recuo fácil, mas o capitão rebateu de canela. Robinho matou a bola no peito e chutou da intermediária, sem medo.

“Eu fiquei olhando e achei que a bola ia cair em cima da rede”, disse o palmeirense no intervalo do jogo. Mas não.

Ela caiu precisamente atrás de Rogério: 1 a 0.

Aos 7 min, veio o segundo golpe decisivo no São Paulo no jogo. Dudu provocou, dando uma cotovelada em Rafael Toloi. O zagueiro reagiu com uma rasteira por trás no palmeirense e foi expulso.

A partir daí, abriu-se o caminho para o Palmeiras fazer o seu melhor jogo na temporada e vencer um clássico após dez jogos de jejum.

O último triunfo contra um grande rival paulista, em fevereiro do ano passado, havia sido também contra os são-paulinos.

O visitante mostrou um abatimento que terá efeitos na temporada e terminou nocauteado quando levou o segundo gol, aos 23 min.

O Palmeiras trocou passes como quis, fez jogadas de ultrapassagem nos dois lados do campo, tabelas com passes curtos pelo meio e finalizações de todos os jeitos.

O terceiro gol, um voleio de Rafael Marques logo aos 7 min do 2º tempo, após ótimo cruzamento de Zé Roberto, acabou “ajudando” o São Paulo. Com o placar definido, o Palmeiras diminuiu o ritmo.

O São Paulo seguiu perdido, em especial no aspecto emocional. Alan Kardec, ex-Palmeiras, trocou empurrões com Dudu e só foi menos xingado do que o goleiro Rogério Ceni ao longo do jogo.

Michel Bastos, que vinha sendo o grande nome do time na temporada, perdeu a cabeça e deu carrinho violento em Arouca para levar o vermelho aos 33 min.

Depois do segundo cartão vermelho do time no jogo, os pouco mais de 200 são-paulinos que estiveram no estádio começaram a ir embora.

Pouco mais de dez torcedores estavam no setor de visitantes do estádio palmeirense quando o juiz apitou o final da partida e o Palmeiras deixou o campo sob merecidos aplausos de sua torcida.

Grito homofóbico

Toda vez que o goleiro Rogério Ceni preparava-se para cobrar um tiro de meta, a torcida do Palmeiras repetia insultos usados pelos corintianos. Os palmeirenses gritavam: “bicha”. As provocações homofóbicas também aconteceram antes do jogo.

Palmeiras

Fernando Prass; Lucas, Tobio, Vitor Hugo e Zé Roberto; Gabriel e Arouca; Rafael Marques (Leandro Pereira), Robinho (Alan Patrick) e Dudu; Cristaldo (Gabriel Jesus)

T.: Oswaldo de Oliveira

São Paulo

Rogério Ceni; Bruno, Rafael Toloi, Lucão e Carlinhos; Denilson, Hudson, Ganso (Centurión) e Michel Bastos; Alexandre Pato (Edson Silva) e Alan Kardec (Boschilia)

T.: Muricy Ramalho

Local: Estádio do Palmeiras

Árbitro: Vinicius Furlan

Cartões amarelos: Zé Roberto, Vitor Hugo (P) e Ganso (S)

Cartões vermelhos: Rafael Toloi e Michel Bastos (S)

Gols: Robinho, aos 2 min do 1º tempo; Rafael Marques, aos 22 min do 1º tempo e aos 6 min do 2º tempo

Público: 25.804 pagantes

Renda: R$ 2.187.256,25