Câmara oficializa CEs contra prefeito de Mamborê

A Câmara municipal de Mamborê publicou ontem duas portarias oficializando a criação de duas Comissões Especiais contra o prefeito do município, Nei Calori (PPS). Foram protocoladas recentemente duas denuncias contra o gestor no Legislativo. As acusações contra ele são por supostas irregularidades no cumprimento da carga horária de dois servidores públicos municipais comissionados, ambos já não ocupam mais o quadro de funcionários da prefeitura; e, também, o prefeito é questionado por alguns contadores da cidade sobre a qualificação de um funcionário público responsável pela coordenação do Programa Micro Empreendedor Individual (MEI) no município.

A denúncia envolvendo os dois servidores foi encaminhada à Câmara de Mamborê anonimamente. Para esta, formam a comissão os vereadores Silvio Silveira (presidente); Dorneles Adão Cavali; Gumercindo dos Santos; Jairo Silveira de Arruda; e João do Prado. Já para a denúncia protocolada pelos contadores, foram definidos os vereadores Sandra da Silva Nascimento Agostinho (presidente); Juliano Sehaber Perez; e Maurício Jotta Manssano. As duas comissões terão o prazo de 30 dias para conclusão dos trabalhos.

As denúncias

Foram protocoladas as seguintes denúncias contra o prefeito: a que trata de uma funcionária nomeada em cargo de comissão, que teria ocupado também cargo em Juranda no mesmo período. Ela estaria nomeada como Assessora de Indústria e Comércio de Mamborê e deveria cumprir dedicação exclusiva. Porém, segundo a denúncia apresentada, a servidora exercia no mesmo período a função de enfermeira em Juranda.

As outras denúncias são de um servidor público comissionado que mantinha um programa em uma rádio local no mesmo horário de expediente; de um secretário que exercia funções em pelo menos outras duas secretarias ao mesmo tempo; e ainda de alguns contadores do município, que questionam a qualificação do servidor responsável pelo Programa Micro Empreendedor Individual (MEI). Neste caso, o denunciante alega que o servidor não tem qualificação profissional para desempenhar a função. Calori nega as acusações.