A Polícia Civil do Paraná, em conjunto com a Polícia Militar (PM), realiza uma operação desde a madrugada desta sexta-feira (13) contra suspeitos de cometer umasérie de assassinatos em Londrina, no norte do estado, em janeiro deste ano. Entre os alvos estão soldados da 4ª companhia da PM.
Ao todo, foram expedidos sete mandados de prisão temporária, 25 de busca e apreensão e seis de condução coercitiva, que é quando a pessoa é levada para prestar depoimento. A prisão temporária tem prazo de 30 dias e pode ser prorrogada pelo mesmo período ou convertida em preventiva, que é quando o investigado fica preso à disposição da Justiça sem prazo pré-determinado.
Todos os mandados foram cumpridos, sendo seis contra policiais e um contra um homem que foi preso em flagrante por porte ilegal de armas.
Um dos mandados de busca foi cumprido na casa do capitão Ricardo Eguédis.
A série de assassinatos ocorreu entre os dias 29 e 30 de janeiro e terminou com 12 pessoas mortas na zona norte de Londrina. A polícia ainda investiga outras cinco mortes que podem estar relacionadas às mortes em série, mas que ocorreram em outras datas.
De acordo com as investigações, a onda de assassinatos começou após a confirmação de que o policial militar Cristiano Luiz Botino, que tinha 34 anos, foi morto na zona norte. O policial voltava para casa quando foi atingido por disparos de arma de fogo. Botino chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital.
Provas colhidas pela perícia nos locais de morte, depoimentos de testemunhas e imagens de segurança colaboraram para a deflagração da operação, ainda de acordo com a polícia. Em depoimentos durante a investigação, os policiais suspeitos de envolvimento nos crimes negaram todos os fatos.
Resumo da Operação
– Objetivo : prender suspeitos de terem cometido série de assassinatos em Londrina
– Mandados: 38, sendo 7 de prisão temporária – contra seis policiais militares e um homem por porte ilegal de armas -, 25 de busca e apreensão e seis de condução coercitiva.
– Presos temporários: 7
Investigações
Um dia após a série de mortes, a Secretaria da Segurança Pública e Adminitração Penitenciária do Paraná (SESP-PR) montou uma Força-Tarefa para investigar os crimes. O grupo foi composto por policiais civis, militares e representantes da corregedoria da Polícia Militar. Ainda em fevereiro, o comando da Polícia Militar não descartou a participação de policiais nas mortes e disse que a investigação seria minusciosa.
Em abril, um rapaz suspeito de atirar e matar o policial militar Cristiano Luiz Bottino foi preso em Navegantes, em Santa Catarina. O suspeito foi preso pelo setor de Inteligência da Polícia Civil do Paraná e pela equipe da delegacia de Homicídios de Londrina.