Pedreiro é condenado a mais de 13 anos de prisão

O pedreiro Paulo Cesar Soares, 33 anos, foi condenado nesta terça-feira (24), depois de sete horas de julgamento popular, a 13 anos e seis meses de prisão pelo Tribunal do Júri da comarca de Campo Mourão. O réu, que mora atualmente em Curitiba e trabalha de pedreiro, foi denunciado pelo Ministério Público Estadual do Paraná, pela morte de Waldemar Mariano da Silva, 54 anos. O juiz de Direito, Fabrício Voltaré presidiu a seção, que teve inicio às 9 horas e foi encerrada com a leitura da sentença, por volta das 16 horas.

O conselho de sentença, formado por quatro mulheres e três homens, acatou a tese do promotor de Justiça Marcos José Porto Soares, de homicídio qualificado por motivo fútil. Já o advogado de defesa, Izael Skowronski defendeu a tese de homicídio privilegiado, quando é praticado sob o domínio de uma compreensível emoção violenta, compaixão, desespero ou motivo de relevante valor social ou moral, que diminuam sensivelmente a culpa do homicida.

Ao final do julgamento o juiz fez a dosimetria da pena e fixou a pena básica em 14 anos de reclusão, mas como o homem confessou o crime, o magistrado atenuou a pena em seis meses e fixou a pena definitiva em 13 anos e seis meses em regime fechado. Ainda em seu despacho, o juiz manteve o réu em liberdade por não existir motivos para a sua segregação cautelar, além de condenar o homem ao pagamento das custas processuais. O advogado informou que vai recorrer da sentença ao Tribunal de Justiça.

O crime aconteceu devido a um desentendimento entre vizinhos, por causa de som alto, por volta das 23h30 do dia 23 de abril de 2005, na Rua Pedro Intronvini, no Jardim Santa Cruz, em Campo Mourão. O acusado que estava de posse de uma arma de fogo, invadiu a casa e atirou várias vezes contra a vítima, que morreu dentro de sua residência com uma foice na mão. Fotos: Valter Velozo/Tribuna do Interior.