Produtores aceleram plantio de trigo na região da Comcam

Após as chuvas dos últimos dias os produtores rurais estão intensificando, desde ontem, o plantio de trigo na Comunidade dos Municípios da Região de Campo Mourão. O produtor Engelbert José Fuchs, colocou as máquinas na roça ontem de manhã. Ele disse que iniciou a semeadura na semana passada, mas teve de paralisar devido as chuvas que começaram desde a última sexta-feira.

Para Fuchs, a expectativa com a safra é boa, tanto na valorização do produto quanto no custo benefício que praticamente se manteve o mesmo do ano passado. Ele comentou que este ano, em relação a 2015, o cereal está mais valorizado, a saca está cotada a R$ 41,50 contra R$ 37 no mesmo período do ano passado. Se tudo ocorrer bem, se não chover, finalizamos o plantio até a próxima semana, comentou ele, que vai plantar uma área de 35 alqueires de trigo.

Este ano, a área com a cultura na Comcam será 6% menor em relação ao ano passado: de 160 mil hectares caiu para 150 mil há, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), órgão vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná. O clima, a dificuldade de acesso ao seguro agrícola, os elevados custos de produção, o baixo interesse dos moinhos pelo trigo nacional e, principalmente, a concorrência com o milho safrinha, cultivado na mesma época, são alguns dos motivos que explicam a queda na área de plantio.

Apesar das expectativas em relação à redução de área o clima vai garantir aumento de produtividade neste ano. O Deral estima uma colheita de 442 mil toneladas em 2016, 16% a mais que no ano passado, quando a região produziu 370 mil toneladas do cereal. Os prognósticos do inverno mais frio e clima mais seco gera boas expectativas aos produtores de trigo. A única preocupação é com geadas na fase de frutificação, falou o economista do Deral, Anderson Roberto dos Santos. A expectativa é que a semeadura seja concluída na região até a primeira quinzena de junho.

Já em nível de Paraná, a área com o cereal deve cair 11% em relação ao ano passado: de 1,3 milhão de hectares para 1,19 milhão de há, segundo o Deral. Apesar disso, a produtividade estadual deve ser 10% maior que a safra passada.  O Deral estima uma colheita de 3,6 milhões de toneladas.