Tempo favorece desenvolvimento do milho safrinha na região

Nas últimas semanas, o tempo vem favorecendo o desenvolvimento das lavouras de milho safrinha na Comunidade dos Municípios da Região de Campo Mourão (Comcam), o que vem contribuído para elevar o potencial produtivo do cereal. É o que aponta o relatório do Departamento de Economia Rural (Deral), núcleo de Campo Mourão, órgão ligado a secretaria estadual de Agricultura.

Na Comcam, cerca de 70% da lavoura se encontra na fase de frutificação, e o restante em estágio de floração. Em algumas regiões, como Campina da Lagoa e Ubiratã, onde o plantio foi feito mais cedo, pequenas áreas já começam a ser colhidas. As chuvas estão caindo justamente no momento em que o milho mais necessita de água e isso esta contribuindo para a cultura, disse o economista do Deral, Anderson Roberto dos Santos. Segundo ele, algumas áreas foram afetadas na região devido a estiagem do mês de março.

Na Comcam, segundo estimativas do Deral, a área com o cereal é de 330 mil hectares, o volume de produção está estimado em 1,8 milhão de  toneladas. Este ano, o preço do grão está animando os produtores rurais. A saca está cotada a R$ 40, o dobro do valor no mesmo período do ano passado, quando era R$ 20. O principal fator para a valorização é a redução dos estoques. A alta do dólar aumentou as exportações do milho, explicou Santos.

Produção estadual

De acordo com o Deral, a 2ª safra com a cultura está estimada em 2,03 milhões de hectares no Paraná, um aumento de 5,2% em relação à safra anterior. A produção poderá chegar a 11,7 milhões de toneladas com produtividade de 5,8 mil quilos por hectare.

Em 2015 a exportação de milho do Brasil foi recorde totalizando 28,9 milhões de toneladas. Isso contribuiu para a redução dos estoques finais em mais de 20% gerado um viés positivo para os preços, mesmo no período de plena colheita.  Ao Paraná exportou 3,6 milhões de toneladas representando aumento de 18,9% em relação a 2015. Os principais compradores do milho paranaense em 2016 foram o Vietnã com 20% do total, Japão (15,1%) e Egito (10,2%).