Quatro meses após o Ministério Público (MP) fazer a interdição do matadouro municipal, a prefeitura de Mamborê iniciou nesta semana a primeira etapa das obras de readequação da infraestrutura do local. A interdição ocorreu em maio após o MP ter firmado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o município.
O local passará por uma reforma geral. De acordo com o engenheiro de projetos do município, Jorge Ricciardi, o prefeito Nei Calori (PPS) determinou como prioridade as obras de reforma no matadouro, para que o local seja reaberto o mais rápido possível.
Ricciardi informou que o projeto foi apresentado ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SEAB), para que o matadouro possa atender todas as normas exigidas, pela legislação. Desde a interdição o município tem voltado a atenção para o caso para que se resolva de vez essa situação e o matadouro volte a funcionar normalmente, comentou.
O local era utilizado para o abate de bovinos, suínos e carneiros para atender açougues e supermercados da cidade e comunidades. Logo após a interdição, o prefeito do município convocou uma reunião em seu gabinete para discutir o caso com pequenos produtores rurais, proprietários de açougues; e representantes da secretaria da Agricultara do município. A reunião foi realizada para decidir que medidas seriam tomadas para reabertura do local.
Quando foi interditado, o matadouro estava cedido pelo município para terceiros. Na época, o prefeito justificou que os responsáveis não se atentaram às normas sanitárias o que gerou o fechamento.
Interdição
O matadouro foi interditado no início de maio após a Promotoria de Justiça do município ter firmado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o município. A medida foi adotada para assegurar a saúde pública e o meio ambiente, em função das inúmeras irregularidades sanitárias verificadas no estabelecimento, que não possui licença de operação do Instituto Ambiental do Paraná.
O acordo determinou a suspensão imediata das atividades do matadouro, que está proibido de comercializar ou ceder produtos de origem animal até que esteja adequado às normas sanitárias e ao modelo recomendado pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária. Entre as providências requeridas para a adequação, estão a melhoria da higiene e a proibição de maus-tratos aos animais, o que teria ficado constatado no local.