Acadêmicas de Medicina Veterinária promovem mesa redonda

No dia 17 de março, a Polícia Federal deflagrou mais uma operação anticorrupção, dessa vez no setor alimentício: a Operação Carne Fraca. As informações passadas pela mídia na divulgação da operação prejudicaram as interpretações a respeito da indústria da carne e do papel do médico veterinário em todo o processo.

Dessa forma, as acadêmicas do 3º período do curso de Medicina Veterinária da Faculdade Integrado, Hellen Mariana Ferreira e Stefhany Stresser Ribeiro, tiveram a iniciativa de promover uma mesa redonda com profissionais que atuam na indústria da carne, a fim de discutir tecnicamente a questão da corrupção, da responsabilidade do médico veterinário em relação à saúde pública, a situação dos mercados, pecuaristas, frigoríficos e funcionários em se tratando da produção e consumo de alimentos, dentre outros assuntos. Eu acredito que tem que haver um posicionamento a respeito do comprometimento do médico veterinário nessa área, porque foram alguns profissionais que estiveram envolvidos e não todos. É um assunto muito importante para ser debatido, afirmou Stefhany.

Para o debate, que aconteceu na noite da última quinta-feira (27), foram convidados os profissionais: Clóvis Antonio Bassani, professor da Instituição, com experiência na área de Medicina Veterinária, com ênfase em Inspeção dos Produtos de Origem Animal; Henrique Kloster Salonski, médico veterinário e Presidente do CSA de Campo Mourão; Joseane Raquel Trevisoli, médica veterinária e RT de estabelecimento comercial – supermercado; e Júlio Cesar Severino, administrador de frigorífico.

Para o professor Clóvis Bassani, a operação tem um lado positivo. Ela serviu para alertar toda a sociedade que o agronegócio é importante e que lidar com alimento é algo muito sério. Aqui, temos pessoas que serão formadoras de opinião e têm a chance de esclarecer e divulgar os fatos que ocorreram, destacando o que é verdade e o que não é. Saúde é algo que não se pode negociar, enfatizou Clóvis.

A coordenadora do curso, Roberta Ribeiro Fernandes, ficou muito satisfeita com o evento. Os estudantes realizaram perguntas interessantes e, hoje, nós optamos por usar a linguagem deles, permitindo a realização de perguntas pelo Whatsapp. É uma forma de mudar um pouquinho a metodologia diária e trabalhar outras formas de interatividade, disse Roberta.

A acadêmica Luana Fernanda dos Santos, 9o período, aprovou o tema e o formato da discussão. Para nós, como médicos veterinários, é uma forma de defender o produto que futuramente ajudaremos a produzir, finalizou Luana.