O ex-secretário da Agricultura e ex-senador da República, Osmar Dias (PDT), que esteve em Campo Mourão, no último sábado (26), onde participou da entrega do título de cidadão honorário ao advogado Iran Roberto Brzezinski, concedeu entrevista à TRIBUNA e falou sobre a sua pré-candidatura ao Governo do Paraná, em 2018. Dias afirmou que está correndo o Estado buscando ideias para fazer um plano de governo. Eu creio que ao final teremos um bom projeto porque estou andando em todas as regiões, afirmou.
O ex-senador disse que desta vez iniciou mais cedo as visitas ao Paraná para ‘fazer um projeto que seja à altura das necessidades que o Estado tem em cada região’. Sou pré-candidato e estou trabalhando firme para consolidar esta candidatura. É claro que teremos de ter um bom projeto para merecer a confiança da população, declarou. Segundo Dias, o objetivo é alcançar todos os municípios do Paraná para ouvir a população de todo o Estado. Cada comunidade tem o direito de dar a sua opinião e dizer o que é mais importante fazer no futuro para este Estado, ressaltou.
Sobre a candidatura do irmão, Álvaro Dias (Podemos), à presidência da República, o pré-candidato afirmou que disputará o governo do Paraná no partido que lhe der liberdade para apoiar o irmão. Ou seja, não está descartada a possibilidade dele deixar o PDT. Tenho que ter total liberdade para apoiar meu irmão Álvaro na disputa pela Presidência da República. Não existe a possibilidade de apoiar outro, a não ser Álvaro. Tenho este compromisso moral e a questão familiar é superior a tudo. Não admito outra hipótese, afirmou Dias. O pré-candidato informou que já deixou isso claro ao PDT
Dias, que já esteve por duas vezes em Campo Mourão este ano, já visitou também outros municípios da região, como Goioerê, em busca de apoios e também apresentando suas propostas para o governo do Paraná 2019. Segundo ele, tem um ano para ouvir as reivindicações dos paranaenses e apresentar um plano de governo que atenda às necessidades do Estado. A nossa preocupação neste momento é oferecer um plano de governo modernizador ao Paraná, ressaltou. Ele criticou também os ajustes fiscais feitos pelo governador Beto Richa (PSDB). Para Dias, é preciso equilibrar as contas olhado para a receita e despesa. Este governo já fez quatro reajustes desde 2014 e ninguém aguenta mais esta alta carga tributária, argumentou.
O ex-senador comentou ainda sobre arquivamento pela Câmara Federal da denúncia por corrupção passiva contra o presidente da República, Michel Temer. Dias criticou a decisão, dizendo que houve dois pesos e duas medidas em relação à votação contra Temer e a que tirou Dilma Rousseff do cargo. A Câmara usou critérios diferentes para votar no caso de Dilma e agora de Temer. Foram dois pesos e duas medidas, afirmou, ao comentar que é preciso rever o sistema político brasileiro.