Após dias sem energia, produtora perde 55 mil frangos e amarga prejuízo de R$ 900 mil

Falta de energia e falha no gerador provocaram a morte das aves em uma granja de Engenheiro Beltrão.

Granja em Sussuí, no distrito de Engenheiro Beltrão, dependia de um gerador desde o dia 31 de outubro, segundo a proprietária. Porém, o equipamento falhou na véspera do envio das aves ao frigorífico - Foto: Enfoque Regional

A produtora rural, Diana Rodrigues Salvador, proprietária de uma granja no distrito de Sussuí, em , amargou um prejuízo estimado em R$ 900 mil após a morte de cerca de 55 mil frangos da propriedade devido à falta de energia elétrica. As informações são do “Enfoque Regional”. Segundo Diana, foram dias sem o fornecimento de energia.

As aves morreram nessa quarta-feira (4), quando o gerador que mantinha a granja em funcionamento apresentou problemas. O lote seria encaminhado ao frigorífico nessa quinta-feira (5).

Ao “Enfoque Regional”, Diana relatou que a propriedade estava sem energia elétrica desde o último dia 31 de outubro. Enquanto recorria ao gerador, registrou protocolos e procurou a Copel para pedir o restabelecimento do serviço, mas afirmou que o problema persistiu.

“Faltavam 24 horas para que todo esse lote fosse transportado ao frigorífico”, informou. A estrutura tem dois barracões e capacidade para 66 mil aves.

Diana disse que pretende buscar ressarcimento junto à Copel. Ela também relatou uma perda anterior: em 2025, aproximadamente 26 mil frangos teriam morrido na mesma propriedade após outra interrupção de energia.

Perdas no Campo

O problema não é isolado em Engenheiro Beltrão e atinge também outras regiões do Paraná. O Sistema Faep divulgou um levantamento de reclamações encaminhadas por 54 sindicatos rurais, com relatos de morte de animais e danos a motores, bombas de irrigação e equipamentos usados na produção.

Em maio deste ano, a entidade apresentou um novo caso. Em São Miguel do Iguaçu, uma interrupção de energia deixou um aviário sem climatização e provocou a morte de 20 mil frangos, uma perda estimada em R$ 150 mil. Em Tupãssi, segundo a FAEP, oscilações queimaram equipamentos responsáveis pela oxigenação de tanques e causaram a morte de 900 toneladas de tilápias. O prejuízo estimado foi de R$ 9 milhões.