Campanha de multivacinação começa com alerta para vacinas em atraso na região
Teve início nesta semana a Campanha Nacional de Multivacinação. O objetivo é ampliar a proteção da população com o aumento da cobertura vacinal e atualizar a caderneta de vacinação, principalmente de crianças e adolescentes menores de 15 anos. Dados repassados pela 11ª Regional de Saúde apontam que parte das vacinas ainda apresenta cobertura abaixo das metas estabelecidas pelo Ministério da Saúde nos municípios da Comcam. Ou seja, os pais deixaram de levar os filhos para a imunização, que estão com a vacina em atraso.
A mobilização segue até 1º de setembro nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) dos 25 municípios de abrangência da 11ª Regional de Saúde, com o Dia D marcado para 22 de agosto. A ação oferece todas as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação, conforme a necessidade de cada pessoa. Embora o público prioritário seja formado por crianças e adolescentes de até 14 anos, 11 meses e 29 dias, gestantes, adultos e idosos também poderão procurar as unidades para verificar se possuem doses em atraso.
Segundo a diretora da 11ª Regional de Saúde, Cristiane Michalski Gradella, a campanha busca alcançar o maior número possível de pessoas. “A Campanha de Multivacinação vai além da atualização da caderneta. Ela representa uma oportunidade de fortalecer a proteção da população, ampliar as coberturas vacinais e prevenir doenças imunopreveníveis”, destacou.
Dados repassados pela Regional apontam que algumas das vacinas ainda estão com a cobertura abaixo das metas estabelecidas pelo Ministério da Saúde nos municípios da Comcam. Entre crianças menores de um ano, a cobertura da BCG está em 90%, índice que atinge a meta prevista. A vacina contra a hepatite B alcança 88%, enquanto a meningocócica C chega a 99%. A pentavalente e a poliomielite registram 95%, mas a pneumocócica 10 apresenta cobertura de 85%. Já a pneumocócica 20 está em 12%, percentual relacionado ao início da aplicação da vacina em julho deste ano.
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Para crianças com um ano completo, a cobertura da DPT está em 81%; a da hepatite A, em 87%; o reforço da meningocócica C chega a 102%; o reforço da pneumocócica 10 alcança 88%; e o reforço contra a poliomielite registra 85%. A meta é de 90% para as vacinas BCG e rotavírus e de 95% para as demais imunizações.
“Os números reforçam a necessidade de pais e responsáveis procurarem as unidades de saúde para conferir a situação vacinal das crianças e adolescentes. A avaliação será feita individualmente, com a aplicação das doses necessárias para completar ou atualizar o esquema de vacinação”, explicou Cristiane. “Cada contato com o usuário é uma oportunidade de proteger vidas, e nenhuma oportunidade deve ser perdida”, complementou.
Para receber a vacina, é recomendado apresentar a caderneta ou o cartão de vacinação, um documento de identificação e o Cartão Nacional de Saúde, quando disponível. A falta da caderneta, no entanto, não impede o atendimento.
Cristiane também destacou que a busca ativa, o acolhimento e a orientação às famílias são fundamentais para aumentar as coberturas e impedir o retorno de doenças que podem ser prevenidas por meio da vacinação. “A responsabilidade, a união e o compromisso das equipes são fundamentais para ampliar as coberturas vacinais, proteger nossas comunidades e fazer a diferença na vida de milhares de pessoas”, ressaltou.
Cobertura vacinal de crianças na região da Comcam
Menores de 1 ano
- BCG — 90%
- Hepatite B — 88%
- Meningocócica C — 99%
- Pentavalente — 95%
- Pneumo 10 — 85%
- Poliomielite — 95%
- Pneumo 20 — 12% (vacinação iniciada em julho de 2026)
Crianças com 1 ano completo
- DPT — 81%
- Hepatite A — 87%
- Reforço Meningocócica C — 102%
- Reforço Pneumo 10 — 88%
- Reforço Poliomielite — 85%
Metas de cobertura vacinal
- BCG e Rotavírus: 90%
- Demais vacinas: 95%

