Casos de dengue e notificações aumentam na Comcam

Resumo da notícia

  • Os casos confirmados de dengue na Comcam subiram de 86 para 89 nas últimas duas semanas, enquanto as notificações chegaram a 1.261.
  • A região tem 229 casos prováveis em investigação, número que aumentou de 169 no boletim anterior.
  • Ubiratã concentra o maior número de confirmações, com 37 casos, seguido por Moreira Sales, com 12, e Quarto Centenário, com 7.
  • Os municípios mantêm ações de prevenção contra o Aedes aegypti, incluindo arrastões e Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI).
  • No Paraná, são 5.763 casos confirmados e 64.364 notificações, com a circulação de diferentes sorotipos do vírus, incluindo a reintrodução do DENV-3 a partir de 2024.

O número de casos de dengue aumentou na Comcam nas últimas duas semanas, conforme boletim atualizado divulgado nesta semana pela Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa/PR). A região registrou três novas confirmações, saltando de 86 para 89. Já as notificações subiram de 1.229 para 1.261. Há ainda 229 casos prováveis, que aguardam exames laboratoriais. No último boletim divulgado, este número era 169.

Os casos confirmados são nos municípios de Altamira do Paraná (2), Araruna (1), Barbosa Ferraz (1), Boa Esperança (1), Campina da Lagoa (1), Campo Mourão (1), Engenheiro Beltrão (1), Farol (1), Fênix (3), Goioerê (4), Iretama (4), Janiópolis (5), Juranda (1), Moreira Sales (12), Quarto Centenário (7), Roncador (1), Terra Boa (6) e Ubiratã (37).

Mesmo com a redução de confirmações, os municípios seguem em alerta contra o vírus na região, mantendo ações de prevenção contra a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença, como arrastões, Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI), técnica que consiste na aplicação de produto específico em superfícies definidas e funciona como medida complementar de controle do Aedes aegypti, entre outras.

A dengue é transmitida pela picada do mosquito fêmea Aedes aegypti. Entre os principais sintomas estão febre alta de início súbito, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, dor atrás dos olhos, fadiga, náuseas e manchas vermelhas pelo corpo. Em casos mais graves, podem ocorrer dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes e sinais de sangramento, situações que exigem atendimento médico imediato. No ano passado, as 25 cidades da região de Campo Mourão encerraram o período epidemiológico com 1.989 casos confirmados de dengue e 980 de chikungunya, conforme dados da Sesa/PR.

No Paraná, são 5.763 casos confirmados, com 64.364 notificações e 10.989 casos em investigação. Apesar da redução no número de casos e mortes por dengue no estado em 2026, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça o alerta para que a população mantenha os cuidados preventivos.

A circulação de diferentes sorotipos do vírus no estado exige atenção contínua para evitar uma nova escalada da doença, especialmente considerando as características climáticas que favorecem a proliferação do mosquito Aedes aegypti.

O vírus da dengue possui quatro variações conhecidas, classificadas como sorotipos DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. Quando uma pessoa é infectada por um desses sorotipos, adquire imunidade permanente apenas para aquela variação específica. Isso significa que um mesmo indivíduo pode contrair dengue até quatro vezes ao longo da vida. As infecções secundárias, causadas por um sorotipo diferente do qual o paciente já teve contato, apresentam maior risco para o desenvolvimento de formas graves da doença, que podem levar a complicações severas e ao óbito.

No Paraná, a vigilância laboratorial acompanha a circulação viral de forma ininterrupta desde 1995. O histórico estadual mostra uma alternância na predominância dos sorotipos ao longo dos anos. O DENV-1 foi o mais frequente até 2018, seguido pelo predomínio do DENV-2 nos anos de 2019 e 2020. A partir de 2021, o DENV-1 voltou a ser o principal responsável pelas infecções no estado. No entanto, um dado que chama a atenção das autoridades sanitárias é a reintrodução da circulação do sorotipo DENV-3, registrada a partir de 2024.

Dicas de prevenção

  • Tampe caixas d’água e proteja os ralos com telas
  • Higienize bebedouros de animais de estimação
  • Deixe os recipientes que possam acumular água de boca para baixo
  • Descarte pneus velhos junto ao serviço de limpeza urbana; se precisar mantê-los, deixe em locais cobertos e protegidos da chuva
  • Retire a água acumulada da bandeja externa da geladeira
  • Limpe calhas e a laje da casa e coloque areia nos cacos de vidro do muro que possam acumular água
  • Coloque areia nos pratos dos vasos de plantas
  • Descarte todo e qualquer lixo de forma correta, com lixeiras fechadas e abrigada da chuva
  • Verifique os quintais e varandas para não deixar nada que possa acumular água. Uma tampinha de garrafa pode ser suficiente para o desenvolvimento de mosquito

Principais sintomas

  • Febre alta de início súbito
  • Dor de cabeça intensa
  • Dor atrás dos olhos
  • Dores musculares e nas articulações
  • Cansaço e mal-estar
  • Náuseas e vômitos
  • Manchas vermelhas na pele