TCE-PR faz auditoria em obra de pavimentação de Corumbataí do Sul

Uma obra de pavimentação asfáltica em execução em Corumbataí do Sul foi escolhida pelo Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) para uma auditoria-piloto. A fiscalização presencial ocorreu recentemente e faz parte de uma estratégia do órgão para ampliar o controle sobre os investimentos realizados pelos municípios em vias urbanas e rurais.

A auditoria foi realizada por técnicos da Coordenadoria de Obras Públicas (COP). Além de Corumbataí do Sul, uma obra em São Pedro do Ivaí também passou pela fiscalização. As duas ações integram o Plano de Fiscalização 2026-2027 do Tribunal.

De acordo com o TCE, o trabalho tem como objetivo prevenir o desperdício de dinheiro público e verificar se as pavimentações contratadas pelos municípios atendem aos padrões de qualidade e durabilidade. O TCE não informou até o momento se foram encontradas irregularidades nas obras inspecionadas.

Durante as visitas, os técnicos aplicaram pela primeira vez uma metodologia desenvolvida ao longo deste ano para orientar as fiscalizações de obras de pavimentação. O modelo foi elaborado após reuniões com especialistas, representantes do setor, gestores fiscalizados e visitas a laboratórios, usinas de asfalto e obras em diferentes regiões do Paraná.

A análise foi dividida em seis eixos e acompanhou diferentes etapas do serviço. Os técnicos verificaram o dimensionamento do pavimento, os estudos de tráfego e as sondagens realizadas, além das estruturas de drenagem superficial e profunda.

Também foram avaliadas as condições da usina e do laboratório, a dosagem da massa asfáltica, o controle de temperatura durante a aplicação e os procedimentos adotados antes da liberação da via ao tráfego. A fiscalização ainda comparou os serviços executados com as medições e os pagamentos realizados. Outro ponto analisado foi a confiabilidade dos laudos, ensaios e controles tecnológicos apresentados.

O supervisor de Fiscalização de Obras e Serviços de Engenharia da COP, Murilo Pils Machado, informou que a proposta inicial é orientar os municípios e possibilitar a correção de eventuais falhas antes da adoção de medidas punitivas. “Nosso objetivo é orientar e capacitar os fiscalizados para que corrijam eventuais falhas de forma tempestiva”, afirmou.