Pedagogo é investigado por suspeita de importunação sexual em Campo Mourão

A Polícia Civil de Campo Mourão investiga uma denúncia de suposta importunação sexual envolvendo um pedagogo de um colégio estadual contra uma estudante de 12 anos. O caso foi registrado na Delegacia da Mulher após a mãe da adolescente procurar a polícia, denunciando o caso.

Conforme o boletim de ocorrência, o caso foi descoberto pela mãe após ela ouvir conversas da filha com outras amigas. Ao ser questionada, a estudante então confirmou à mãe que realmente vinha sendo alvo de toques considerados inadequados por parte do servidor da instituição de ensino.

Segundo relatou a adolescente, o professor havia colocado as mãos em seus seios e coxa. Ela confirmou também que o pedagogo rotineiramente passava a mão em suas coxas e costas e que esse tipo de comportamento vinha ocorrendo desde o início do ano letivo.

A mãe informou que a filha passou a apresentar crises de ansiedade, episódios de automutilação e resistência em frequentar a escola, circunstâncias que a levaram inicialmente a solicitar a transferência da estudante para outra unidade de ensino.

Ainda de acordo com boletim policial, após a denúncia, ocorreu uma reunião na escola e a adolescente teria sido chamada para conversar na presença do servidor investigado. A situação também será apurada durante as investigações.

Procurada pela TRIBUNA, a chefe do Núcleo Regional de Educação de Campo Mourão (NRE), Ivete Keiko Sakuno Carlos, informou que, assim que tomou conhecimento da denúncia, determinou a realocação cautelar do servidor para outra instituição de ensino. Segundo ela, o desligamento definitivo não é possível antes da conclusão do processo de apuração. Ivete informou ainda que será realizada uma auditoria escolar, durante a qual a adolescente será ouvida para a adoção das medidas administrativas cabíveis.

A denúncia chegou também ao Conselho Tutelar. Ao jornal, o órgão informou que as medidas cabíveis estão sendo adotadas. O caso é investigado pela Polícia Civil.