Defesa diz que preso nega envolvimento no desaparecimento de mulher em Campo Mourão

O homem preso temporariamente, na tarde dessa quinta-feira (10), durante as investigações sobre o desaparecimento de Isabel Brilhador, de 65 anos, negou qualquer envolvimento no caso. A informação foi repassada à imprensa pelo advogado dele, Matheus Kehl, após o investigado prestar um interrogatório complementar na 16ª Subdivisão Policial de Campo Mourão.

Segundo Kehl, o cliente já havia prestado depoimento em outras duas oportunidades e foi conduzido novamente à delegacia nessa quinta em cumprimento ao mandado de prisão temporária. O advogado ressaltou que a medida tem caráter investigativo e não representa uma conclusão sobre a responsabilidade do homem pelo desaparecimento.

“Não temos nada concluído acerca da autoria. Ele nega os fatos. Realmente teve um relacionamento anterior com a Isabel, mas nega que tenha causado qualquer mal a ela, principalmente que tenha tirado sua vida”, afirmou Kehl.

De acordo com o advogado, o investigado relatou que não mantinha contato frequente com Isabel havia algum tempo. O último contato entre os dois teria ocorrido na quinta-feira anterior ao desaparecimento. Desde então, segundo a versão apresentada pelo homem ao advogado, não houve nova comunicação.

O investigado foi preso em uma residência na Rua Deputado Darcy Deitos, no Conjunto Fortunato Perdoncini, e levado à delegacia para ser ouvido. A identidade dele não foi divulgada pela polícia. Isabel está desaparecida desde o dia 4 de setembro. Desde as primeiras horas dessa quinta-feira, equipes de investigadores intensificaram as buscas pela mulher.

Antes da prisão, o delegado Luã Mota, responsável pelo caso, concedeu entrevista coletiva e informou que a família começou a perceber uma mudança no comportamento de Isabel a partir do dia 28 de agosto.

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Segundo o delegado, a mulher costumava manter contato com os familiares por meio de áudios, fotografias e mensagens sobre sua rotina. Nos dias anteriores ao desaparecimento, porém, passou a enviar apenas textos curtos e permaneceu por longos períodos com o celular fora de área.

No dia 4 de setembro, uma das filhas tentou fazer uma chamada de vídeo após receber uma mensagem, mas a ligação não foi atendida. Diante da falta de contato, a família registrou o boletim de ocorrência no dia seguinte.

Na manhã de quarta-feira (9), a Polícia Civil realizou buscas em uma área de mata nas proximidades da Rua Venceslau Virchow, no Jardim Arnaldo Bronzel. Conforme informações apuradas pela TRIBUNA, o local foi definido a partir de elementos reunidos durante a investigação.

Segundo a polícia, a análise de dados relacionados ao telefone celular de Isabel indicou que o aparelho esteve naquela região. As buscas contaram com o apoio do Corpo de Bombeiros e de um cão farejador do canil de Cascavel, treinado para a localização de restos mortais. Durante a varredura, o animal sinalizou alguns pontos na mata. As equipes fizeram escavações nos locais indicados, mas nada foi encontrado.

Desde que o desaparecimento foi comunicado, investigadores analisam imagens de câmeras de segurança e colhem depoimentos de testemunhas e de outras pessoas que possam contribuir para o esclarecimento do caso. A Polícia Civil informou que todas as hipóteses permanecem sob investigação e que nenhuma possibilidade foi descartada.

Serviço

Informações sobre o paradeiro de Isabel Brilhador podem ser repassadas anonimamente pelos telefones 181, da Polícia Civil, ou 190, da Polícia Militar.