Contudo os lojistas ainda aguardam uma posição concreta da prefeitura. Precisamos de algo concreto. Não queremos nada de graça, mas precisamos de ajuda para voltar a trabalhar, comenta o síndico do mercadão municipal, Luiz Carlos Ramalho, que trabalhava no local há aproximadamente 18 anos.
O local indicado para a reabertura das lojas é em um prédio na rua Mato Grosso, onde funcionava uma das antigas unidades do Supermercado Daimaru. Os lojistas estiveram visitando a estrutura e, de acordo com Ramalho, é um bom local. É um local que oferece uma boa estrutura. Agora, precisamos de ajuda para reabrir, pois todos os lojistas estão desestruturados. Em 95% das lojas, a perda foi total. Não sobrou nada, comenta Ramalho.
Ontem ele estava em sua loja no mercadão conferindo o que sobrou com o incêndio. Conseguiu juntar apenas alguns copos e peças de ferro que poderão ser reaproveitadas.
Logo na frente a comerciante Clarice Silveira, 70 anos, segurava em suas mãos duas bombas de chimarrão, uma concha e o cadeado que fechava a porta da sua loja. Foi o que sobrou de anos de trabalho. Ela calcula um prejuízo de pelo menos R$ 20 mil. Agora, vamos começar novamente, assinala.
Comissão – Durante a reunião de ontem foi formada uma comissão entre os lojistas. Essa comissão participará hoje de um encontro com representantes da prefeitura. Ainda ontem foi apresentada aos lojistas a possibilidade de financiamentos por meio do Banco Social e do Pro-Campo.
Segundo o coordenador geral da prefeitura, Wilson Santana, a prefeitura está aguardando que os lojistas apresentem um levantamento do precisam para que seja analisado pelo poder público.
Investigações – A Polícia Civil está aguardando laudo técnico do Corpo de Bombeiros. Segundo o superintendente da 16ª Subdivisão Polícia, Claudinei Pereira, existe até o momento apenas rumores de que o incêndio possa ter sido criminoso. Não tem nada de consistente. Todas as informações que estão chegando estão sendo investigadas, mas até agora são apenas informações sem fundamento. Porém, estamos atentos ao caso, ressalta.
Por Antonio Marcio, da Redação