A coordenadora do Procon, Kelly Matos Dutra, explica que a pesquisa é um instrumento de informação para o consumidor. Segundo ela, o órgão não pode assegurar que o preço repassado pelos estabelecimentos no dia da pesquisa seja o mesmo do dia da compra. É um levantamento que não tem validade definida. Pode haver variação nos preços pesquisados de um dia para o outro, pondera. O objetivo principal é mostrar que o consumidor deve pesquisar se quiser economizar, pois há diferenças grandes de preço entre um mesmo produto, acrescenta.
A maior variação encontrada foi com o camarão 7 barbas limpo (400 gramas). Em um estabelecimento o produto foi encontrado por R$ 4,36 e em outro por R$ 15,90. Também há grande diferença no preço do Camarão descascado 7 barbas (pacote 400 gramas). O menor preço é de R$ 5,44 e o maior R$ 10,19 (variação de 87,32%).
No caso dos peixes de água doce a maior diferença de preço foi com a piapara. Em um supermercado da cidade está custando R$ 9,90 e em outro R$ 14,95 (variação de 51,01%). O preço da corimba oscila até 42,08%. Em um local custa R$ 5,49 e R$ 7,80. Esses exemplos mostram que vale a pena pesquisar, independente do produto. Também é preciso verificar a qualidade do produto, assinala Kelly.
Recomendações
Para controlar a qualidade e as condições do pescado, é necessário ficar atento na hora da compra. É preciso prestar atenção à limpeza do estabelecimento e dos alimentos ali comercializados, lembrando que é obrigatório o uso de luvas descartáveis por quem manuseia o alimento.
A má conservação do peixe pode causar sua deterioração e dano à saúde de quem o ingere. No supermercado, o produto precisa estar no balcão frigorífico. Nas feiras, deve estar coberto e envolto por gelo picado, exposto em balcão de inox inclinado e protegido do sol e de insetos.
O peixe deve apresentar a carne firme, olhos salientes e brilhantes, guelras avermelhadas e escamas que não soltem facilmente. Cheiro forte ou de amoníaco e cor escura são sinais de que está impróprio para consumo.
Peixes secos, como o bacalhau, não podem ter manchas úmidas ou avermelhadas. É importante saber a sua procedência e tipo. O tradicional é o do Porto, salgado, importado da Noruega ou de Portugal. Existem espécies afins como Ling e Zarbo e a principal diferença está na maciez.
Congelados
No caso de produtos resfriados ou congelados, preste atenção se há poças de água no freezer e a presença de produtos molhados. Esses fatores podem indicar que estão fora da temperatura correta, o que causa sua deterioração. Os peixes já fatiados e industrializados só devem ser adquiridos se estiverem carimbados pelo SIF (Serviço de Inspeção Federal).
Ao comprar um alimento deteriorado, adulterado ou fraudado, o consumidor pode exigir sua troca, mediante apresentação de nota fiscal, que deve ser solicitada em todas as compras, pois é essencial para a realização de uma eventual reclamação. Além disso, é indicada uma pesquisa em vários estabelecimentos para garantir o melhor preço do pescado.
Caso o consumidor sinta-se lesado pode comparecer ao Procon para ser atendido pessoalmente na Rua Francisco Albuquerque ou pelos telefones: 1512 e 3518-1144.
Por Antonio Marcio, da Redação