DER “tranca” passagens irregulares

Funcionários do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) iniciaram ontem uma operação para fechar as passagens irregulares de veículos na Perimetral Tancredo Neves. Em um trecho de aproximadamente cinco quilômetros existem, de acordo com o DER, mais de 30 aberturas feitas sem a permissão do órgão.

Estatísticas da Polícia Rodoviária Estadual (PRE), que atende a rodovia que corta a parte urbana de Campo Mourão, mostram que neste ano ocorreram cerca de 40 acidentes que resultaram em duas mortes – uma no local e outra no hospital. Somente ontem foram dois acidentes. O fechamento da Perimetral Tancredo Neves é uma necessidade para diminuir o número de acidentes, comenta o comandante do Posto da PRE de Peabiru, sargento Amâncio Modesto de Oliveira.

De acordo com o policial a ideia é fechar as passagens com barreira igual a que existe no início da Perimetral, próximo da rodoviária. Nesse local o índice de acidentes é praticamente zero. Fechando igual, poderemos ter um índice parecido ao longo da Perimetral, ressalta. Amâncio revela que a maioria dos acidentes atendidos é de batidas traseiras, pois os veículos param de maneira irregular para fazer a conversão. Há também muitos casos de veículos que ao fazer a conversão colide ou é colidido por outro carro. Outro problema citado pelo sargento é em relação aos semáforos. Na opinião dele, principalmente no cruzamento da rua Araruna, deveria existir um com três tempos e não dois. Isso também ajudaria a evitar acidentes, frisa.

O diretor municipal do Departamento de Trânsito de Campo Mourão, Dirceu Jacob de Souza, observa que as passagens serão permitidas somente nos cruzamentos que já tem semáforos. Nas demais serão todas fechadas igual era antes. Os tachões foram sendo retirados sem a permissão, e isso fez com que aumentassem o número de colisões. O fato de ter acidentes é até natural. Isso acontece em qualquer outra cidade. Contudo, o que está preocupando são os acidentes com mortes, assinala.

Na opinião do diretor, no interior as pessoas reclamam de andar 200 ou 300 metros a mais para fazer algum retorno, enquanto que nos centros maiores é preciso percorrer de cinco a dez quilômetros. É uma questão de cultura e comportamento. E eu também me incluo nessa. Porém, o melhor é preservar a vida, finaliza.