Polícia desativou hotel usado para o tráfico

A Polícia Militar desativou na noite de segunda-feira, o hotel JM, na área central de Campo Mourão, porque o local estaria sendo usado para o tráfico de drogas. Além disso, o estabelecimento vinha sendo comandado por dois adolescentes, de 14 e 16 anos, os quais eram filhos de Sidnéia da Luz, assassinada em outubro do ano passado no Jardim Cidade Nova. Ela era viciada em drogas desde a adolescência. Segundo a delegada Maria Nysa Moreira Nani, da Delegacia da Mulher, o hotel pertencia a Sidnéia e após a sua morte, seus dois filhos ficaram ‘sem rumo’. Na verdade essa mulher tinha muitos filhos e esses dois, que eram os mais velhos, acabaram ficando no hotel, conta a delegada.

Na noite de segunda-feira a PM se dirigiu até o local após denúncia anônima. Em frente ao estabelecimento, uma pessoa foi detida com oito pedras de crack no bolso e embaladas em material plástico, prontas para o comércio.  Durante a abordagem, os dois adolescentes saíram do interior do hotel, mas com eles a polícia não encontrou nada de irregular. O que surpreendeu a polícia é que o estabelecimento estava sob a responsabilidade de um dos menores, de 16 anos. Questionado sobre denúncias de tráfico no local, ele negou qualquer tipo de irregularidade, dizendo que a PM poderia até realizar buscas no ambiente.

Durante a fiscalização, foi localizado sobre o telhado do hotel, na parte dos fundos do terreno um pedaço de bambu com certa quantidade de folhas de maconha prensada no seu interior (em fase de processamento). Diante das evidencias, um dos adolescentes contou que o produto era proveniente da colheita de um pé de maconha que ele tinha em seu quintal. Os dois menores foram apreendidos e conduzidos até a delegacia. O caso foi acompanhado pelo Conselho Tutelar.

Idosos moram no local

A polícia cassou o alvará do hotel, que a partir de agora não poderá mais continuar atendendo nesse segmento. No entanto, dois idosos que moram há mais de dez anos no local, vão continuar residindo no imóvel. Segundo     a delegada Maria Nysa, os dois idosos não têm para onde ir e não há abrigos na cidade com condições de acolhê-los. Mesmo em condições precárias, eles moram lá há pelo menos 12 anos. Não há como tirar essas pessoas de lá porque os abrigos da cidade não têm condições de recebê-los. Mas a partir de agora, esse estabelecimento não poderá mais ser usado como pensão. Será vigiado também para que não seja invadido novamente por usuários de drogas e volte a ser usado para o tráfico, afirmou a delegada.

Sidnéia era viciada em drogas desde a adolescência. Nunca conseguiu parar. Seus pais já eram mortos e a única irmã afastou-se por conta da vida desregrada de Sidnéia. Seu companheiro, um homem já de idade avançada, está preso suspeito de envolvimento no crime.