Aftosa: a uma semana do prazo, poucos comprovaram vacinação

A menos de 10 dias do final do prazo para vacinação contra a febre aftosa, o número de comprovações efetuadas no Núcleo Regional de Campo Mourão da Secretaria da Agricultura e Abastecimento (Seab) ainda é pequeno. A expectativa é que sejam vacinadas aproximadamente 280 mil cabeças de gado, mas este número pode ser ainda maior já que foi calculado com base na vacinação de novembro. Deverão ser vacinados bovinos e bubalinos de até 24 meses de idade, inclusive os recém-nascidos. Mas mesmo quem não tem animais com menos de dois anos de idade precisa ir até a secretaria atualizar o cadastro.

De acordo com a médica veterinária da Seab, Claudia Gebara, os pecuaristas continuam deixando para os últimos dias a comprovação. Mas este ano, é quase certeza que não haverá prorrogação. As casas que vendem vacina estão com um bom estoque e não está chovendo, que são os dois fatores que poderiam levar a uma prorrogação, coloca.

A vacinação dos animais deve ser comprovada pelos produtores, mediante entrega da nota fiscal de compra da vacina e do formulário do comprovante nas unidades veterinárias da Secretaria da Agricultura, até 31 de maio. As notas fiscais e comprovantes são fornecidos nas revendas de vacinas. Quem deixa de comprovar está sujeito a multa de R$ 101,84 por cabeça.

No comprovante de vacinação deve ser relacionada corretamente a quantidade de animais existentes na propriedade e de animais vacinados, por sexo e por idade. A quantidade de animais informada no comprovante será cadastrada na secretaria e deve ser exatamente igual à quantidade existente. Mesmo que não possua bovinos ou búfalos com até 24 meses de idade, o produtor deve prestar informações sobre o rebanho numa unidade veterinária da Secretaria da Agricultura. Estamos contando que vamos atingir a meta de 100%, ou seja, que nenhum animal fique sem vacinar.

Os produtores que têm poucas cabeças de gado na propriedade podem se associar aos vizinhos para compra conjunta da vacina, mas a comprovação deve ser individual, conforme informou a Defesa Sanitária Animal da Secretaria. O processo de vacinação pode ser feito pelo pecuarista e em casos em que ele tenha dificuldade, poderá procurar auxílio na Seab. Em fazendas consideradas de risco, a vacinação é acompanhada pela secretaria.

O Paraná é considerado área livre de febre aftosa com vacinação desde o ano 2000 e a veterinária lembrou que a manutenção desse status e o alcance de novas conquistas dependem, entre outras medidas, de altos índices de vacinação nas campanhas de maio e novembro. Apesar de não manifestar sintomas no ser humano, depois da doença da Vaca Louca, a aftosa é o pior que poderia acontecer a uma região em termos de prejuízo econômico, destaca Cláudia. Caso seja descoberto um foco, todos os produtos são bloqueados e deixam de ser comercializados, não apenas produtos animais, como também os grãos produzidos naquela área.

Na última campanha, realizada em novembro, todos os animais precisaram ser vacinados, o que totalizou 572.380 cabeças de gado na área de abrangência do núcleo. Com esses números o índice de vacinação chegou a 98,85%, bem próximo da meta de 100%. Entre os que não comprovaram, uma parte eram animais que iriam para o abate dentro de 60 dias – caso em que a lei permite que não seja feita a vacinação. Os demais foram visitados pelos técnicos da Seab e multados pela falta de comprovação. No Estado, a expectativa é que sejam imunizadas cerca de 4,3 milhões de cabeças, o que corresponde a 45% do rebanho total de 9,5 milhões de animais.