Araruna deve concluir nos próximos trinta dias, a construção de um novo aterro sanitário no município. O local, com cerca de 30 mil metros quadrados, terá tempo de vida útil de cerca de 30 anos, segundo o prefeito Mino Bonato (PSDB). Conforme ele, o aterro antigo já está lotado. O investimento será de cerca de R$ 200 mil.
De hacordo com Bonato, a construção do novo aterro possibilitará mais qualidade de vida aos ararunenses. Além disso, explicou, a partir de 2014 os municípios serão todos obrigados a possuírem aterros. Na realidade a construção deste nosso aterro já está atrasada. Já era para ter feito há muito tempo, disse.
O novo aterro está localizado na estrada para São Geraldo, próximo a comunidade São Miguel. A construção já havia começado no ano passado, mas devido a falta de verbas foi paralisada. Os aterros são uma preocupação de todos os prefeitos. Está todo mundo com problemas, comentou Bonato.
Com a implantação do novo aterro, o município implantará a contar com a coleta seletiva. O objetivo é fazer a triagem do lixo reciclável para aumentar o tempo de vida útil do aterro. Tem que reciclar tudo. Vamos aproveitar todo o lixo seco para venda e o lixo orgânico fazer compostagem. A intenção é aterrar o mínimo de lixo, se não nosso aterro não vai durar nem três anos, alertou Bonato. O prefeito acrescentou que o terreno onde está construído o aterro tem espaço para a implantação de pelo menos 20 células. Por enquanto apenas uma será feita.
Constatação
Recentemente o tribunal de Contas do Estado (TCE-PR) divulgou uma pesquisa apontando que 62% dos municípios da região não possuem aterro sanitário. Segundo o TCE, o Paraná corre risco de não cumprir a meta de erradicar os lixões a céu aberto até 2014. O órgão listou problemas operacionais que impedem uma atuação mais eficiente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) sobre esse objetivo da Política Nacional de Recursos Sólidos (Lei Federal nº 12.305/10). A constatação integra relatório de auditoria elaborado por técnicos do órgão.
De acordo com o Tribunal de Contas do Estado, em julho de 2011, os escritórios regionais do IAP encaminharam documentação sobre a situação Aterro/ Lixão dos municípios da região, em agosto, os técnicos do TCE foram a campo e verificaram diferenças em pelo menos três cidades da região: Barbosa Ferraz, Farol e Roncador, que constavam como possuidoras de Aterro Sanitário ou Aterro Controlado. Segundo o TCE, o local para descarte de resíduos sólidos é considerado lixão nas três. A mesma situação ocorreu em diversas regionais.
O diagnóstico do Tribunal indica que dentre as 340 áreas de despejo analisadas – aterros ou lixões, usados por 374 municípios – um pequeno número está regular. São 118 locais licenciados (apenas 35% do total verificado), dentre os quais a grande maioria (111) terá de ter sua validade revista e renovada até 2014. A maior parte das áreas para o lixo (65%) operaria ou com licença vencida (76 locais) ou sem licença (146 locais).
Município desenvolverá campanha de conscientização
A prefeitura desenvolverá nos próximos dias, uma campanha de conscientização nas escolas estaduais e municipais sobre a reciclagem do lixo. De acordo com a administradora municipal, Maria Angela de Brito, uma equipe de funcionários fará a distribuição de panfletos educativos nas escolas da cidade. Também, será desenvolvido um concurso de redação nas instituições de ensino com premiações. O objetivo é despertar nos alunos o interesse quanto à destinação correta do lixo.
A campanha abrangerá ainda o comércio, que deverá diferenciar as sacolinhas em cores para separação do lixo, já que, segundo Maria, a prefeitura não poderá fazer a distribuição dos recipientes por enquanto. Os alunos podem ser disseminadores das informações para suas famílias. Temos que começar o trabalho pelas escolas, comentou.
Usina de triagem
O município está construindo uma usina de triagem, próximo ao aterro sanitário. No local será feita a separação de materiais recicláveis. O barracão terá toda a estrutura para separação e reciclagem do lixo produzido pelo município. A obra custará cerca de R$ 70 mil, recurso próprio.