Esta semana, membros do Conselho Municipal de Segurança (Conseg) estiveram na sede da Associação de Moradores do Lar Paraná para a reunião mensal da entidade. Mesmo levando as reuniões aos bairros, a participação popular ainda é muito pequena. Na noite de terça-feira, cerca de 20 pessoas estiveram presentes. Para tentar aumentar este número, foi alterado o calendário das reuniões a partir de junho.
O presidente do Conseg, Benedito Lúcio de Souza, explicou que é importante que a sociedade apresente os problemas e ajude a propor soluções. Até maio, os encontros aconteciam sempre na segunda terça-feira do mês. Para evitar que o horário coincida com as audiências da Câmara de Vereadores e de outras entidades, como a Maçonaria, por exemplo, as assembleias serão sempre na segunda quarta-feira de cada mês.
Durante a reunião, ficou definido que um ofício deveria ser encaminhado ao poder judiciário propondo que o valor das penas alternativas para pequenos delitos fosse direcionado ao conselho de segurança para ajudar nas ações desenvolvidas. A criminalidade não deixa de ser uma enfermidade da nossa sociedade e precisa ser tratada como tal, completa Souza.
Vinda secretário
A promessa da vinda do secretário de Segurança Pública, Reinaldo de Almeida César, para Campo Mourão no próximo dia 17, levou a diretoria do Conseg a propor um prazo para que as metas dele sejam cumpridas. Se não fizer dentro de dois, três ou seis meses, ainda precisamos definir esse tempo, vamos cobrar que não está cumprindo o que foi acordado com as lideranças e a população local, diz.
O conselho cobra que as polícias Militar e Civil vem sofrendo um sucateamento e que o efetivo em Campo Mourão é mais baixo do que em cidades com populações menores.
Apesar da cobrança às autoridades estaduais, houve ‘puxão de orelha’ também na população. Segundo um dos membros do Conseg, a população não ajuda na prevenção dos crimes. Com certeza os bandidos que roubaram o correspondente bancário fizeram um churrasco para comemorar. Mas o dono do bar que vendeu a cerveja não se importa em saber de onde vem o dinheiro. Até que seja assaltado, ele só pensa no que vai entrar, exemplifica ao criticar a postura da população de não denunciar o que acontece em seu bairro.
Problemas no trânsito voltam a ser debatidos
Assim como vem acontecendo nas últimas reuniões, o problema do trânsito – mais especificamente das motos – voltou a ser debatido. Os representantes da Polícia Militar lembraram que as motocicletas são apenas um terço de toda a frota, mas respondem por mais de 50% dos acidentes na cidade. O diretor da Diretran, Dirceu Jacob de Souza, explicou que esse é um problema nacional. Precisamos pensar em soluções, mas isso não é um problema só nosso, coloca.
A Polícia Militar lembrou que um dos motivos de acidentes, a ‘mania’ de ultrapassar os carros em faixa contínua é proibida pelo Código de Trânsito – que determina que quando em faixa contínua, a moto deve ocupar o mesmo espaço do carro.