Crianças assistem ex-policial matar cachorro

Um ex-policial militar aposentado abateu um cachorro Pastor Alemão, com um tiro no pescoço na noite de quarta-feira, no jardim Gutierrez. A ação aconteceu na presença de um menino de 9 anos, dono do animal e da prima dele, que tem 10 anos de idade. A mãe do garoto, que estava próximo ao local ficou horrorizada com a ação do ex-policial e exige justiça. Meu filho está traumatizado e não conseguiu dormir durante a noite. Quando pegava no sono ele lembrava e acordava assustado. Já procurei a delegacia, contratei um advogado e quero justiça. Quem faz isso com um animal, pode fazer também com uma pessoa, disse Adriana Aparecida Campanari de Lima, 28 anos.

O ex-policial foi interrogado na delegacia e disse que atirou porque foi atacado pelo animal. Segundo ele o disparo foi seu meio de defesa. Aparecida nega essa versão, garantindo que seu cachorro sequer latiu para o atirador. Meu cão é um animal muito dócil. Nunca representou perigo para ninguém. Ele sempre saiu na rua para fazer suas necessidades, mas não atacava as pessoas, defende Aparecida, que não se conforma com a ação praticada pelo ex-policial. 

Ela diz que o cão tinha aproximadamente cinco anos de idade. Era o xodó do meu filho e da família. Se ao menos ele tivesse latido e atacado essa pessoa, mas isso não aconteceu. Os vizinhos são testemunhas e todos estão revoltados. Quem faz uma coisa dessas é pior que um animal, desabafa. A mulher diz que temeu pela vida das crianças, que estavam bem próximos do cão, no momento dos tiros. Meu filho tinha ido atrás do cachorro, quando esse sujeito, sem o menor motivo saiu da casa e foi atirando. Podia ter acertado o meu filho. Além disso, essa rua é muito frequentada por crianças que se reúnem para brincar no local. Imagine se ele se revolta e sai atirando? Porte de arma ele possui, o que considero um absurdo, dispara Aparecida.

No momento do fato, ela estava acompanhada da irmã, Franciele Campanari de Araújo, mãe da garota, que estava com seu filho. Só pedi a Deus para que não acertasse o menino, disse Franciele. As duas mães estão indignadas com a situação. O tiro atingiu o pescoço do cachorro, que ainda saiu correndo e foi morrer no quintal da casa da família.