Foi realizada esta semana, a terceira conferência macro regional dos direitos da pessoa com deficiência em Campo Mourão. O evento aconteceu na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) e contou com a presença de mais de 50 pessoas ligadas ao segmento, com representantes dos municípios de Iretama, Araruna, Peabiru, Janiópolis e Campo Mourão.
Na abertura dos trabalhos estiveram presentes a vice prefeita, Regina Dubay, os vereadores Edoel Rocha e Nelita Piacentini, o presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Comude), João Maria Ferrari, e a representante da Apae, Ivone Maggione Fiore.
Segundo Ivone, o objetivo do evento é reunir as propostas levantadas nas conferências municipais da macro região, para serem levadas posteriormente à conferência estadual. O tema deste ano, escolhido pela Organização das Nações Unidas (ONU) é ‘Um novo olhar sobre a convenção dos direitos da pessoa com deficiência’. Ivone lembrou que os municípios têm até o dia 31 de maio para realizar suas convenções. O segundo passo é a convenção estadual onde os municípios vão apresentar e defender suas propostas.
Um detalhe chamou a atenção na conferência, a ausência dos demais municípios que compõem a macro região da Comcam, que inclui além de Campo Mourão, Umuarama e Cianorte, que somados passa de 50 municípios. A falta de dotação orçamentária no governo do estado foi predominante para o insucesso desta conferência, que não teve a participação dos demais municípios da macro região, destaca João Ferrari presidente do conselho.
Para ele, a não participação maciça é muito preocupante. Tivemos de fazer parcerias para realizar essa convenção macro regional, contamos com a ajuda da APAE, do município de Campo Mourão, e do Comude, pois diante dos poucos recursos que temos e as pessoas que participam no conselho e entidades tivemos que abraçar mais essa ação.
A representante da APAE e membro do Comude faz questão de destacar, que as pessoas com deficiências devem mostrar que elas existem. Que elas têm necessidades diferenciadas e devem falar o que sentem, por que o Brasil é um dos países que participam da convenção mundial e está buscando o reconhecimento de que todas as pessoas que moram, nascem e vivem em seu país são cidadãos. Nós que trabalhamos na área de pessoas com deficiências temos de buscar esse reconhecimento e exercer esse direito, destaca ao afirmar que a pessoa com deficiência não deve ficar à margem da sociedade. Ela tem que mostrar a sua cara, tem que participar de conselho, associação entre outras e viver em sociedade.