Estudantes apoiam movimento grevista

Ontem os professores do Câmpus Campo Mourão da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) aderiram à greve nacional. Desde a manha de quinta-feira, mais de 2,5 mil estudantes estão sem aulas. Hoje às 14 horas, no Coreto da Praça São José, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) deverá acontecer uma manifestação em prol dos direitos dos professores e alunos.

As reivindicações colocadas por eles são o reajuste salarial dos professores, aumento da porcentagem do Produto Interno Bruto (PIB) que é repassada para a educação – eles exigem 10% – e a efetivação dos professores aprovados em concursos já realizados. Na carta aberta encaminhada aos alunos, eles reivindicam ensino de qualidade. Educação não é mercadoria, é um direito nosso. Greve não é brincadeira nem férias, diz trecho do documento.

A greve teve adesão de mais de 90% dos professores da unidade local da universidade. A paralisação por tempo indeterminado foi para mobilizar o governo e exigir que cumpra o acordo firmado em 2011. Segundo eles, havia previsão de reestrututuração da carreira docente, a incorporação da Gratificação por Exercício do Magistério Superior (Gemas) e da Gratificação de Atividade Docente de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (Gedbt) e a correção de 4% na tabela para os docentes da carreira de ensino superior e da EBTT, incidindo também sobre a RT, isto é, sobre todas as colunas da composição remuneratória. Além disso, firmava o compromisso de reconhecimento das perdas acumuladas pela categoria e o compromisso de equiparação remuneratória com a carreira de Ciência e Tecnologia.