Estudantes em passeata pela educação

No início da tarde de ontem, representantes dos quatro Centros Acadêmicos e do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Tecnológica Federal do Paraná e estudantes fizeram uma passeata pelas ruas do centro da cidade pedindo mais atenção à educação. Segundo os líderes do movimento, foram mais de 100 pessoas. A participação dos estudantes engrossa o movimento grevista organizado pelos professores da instituição.

Segundo o universitário, André Casarim, presidente do Centro Acadêmico (CA) de Engenharia Civil, os recursos para o ensino superior estão bem abaixo do que deveria. Na verdade o Governo Federal não tem investido como deveria na educação e as universidades estão sucateadas. Essa é uma situação que não pode continuar, reclama. Ele acrescentou que é preciso que o governo veja que os alunos estão conscientes e vão lutar por uma educação de qualidade.

Além de frases conclamando mudanças, os estudantes levaram cartazes às ruas questionando má distribuição dos recursos. Eles falaram sobre a falta de respeito com o servidor público e o dinheiro aplicado na Copa do Mundo. Não queríamos apenas chamar a atenção, mas mostrar o nosso protesto. Até porque é uma vergonha ver um deputado com salário exorbitante aprovar aumento para ele enquanto os professores, que formam o futuro do país, estão há anos sem qualquer reajuste, destaca Eduardo Henrique de Mesquita, representante do CA.

Mesquita lamentou ainda a falta de repercussão que está sendo dada à paralisação. São mais de 33 universidades e outros órgãos públicos que estão pensando em paralisar, como pode isso não receber atenção? É uma falta de respeito com o servidor público.

A passeata voltou a pedir o investimento de 10% do Produto  Interno Bruto (PIB) na educação e um ensino de qualidade e a possibilidade de que a classe recebe passe livre como já acontece em outros municípios. Em Campo Mourão, estudantes tem direito a pagar meia passagem.

De acordo com os participantes do movimento, o que mais surpreendeu foi o apoio popular à manifestação. Acho que em partes, isso aconteceu porque todo mundo pensa que o país está errado. Mas poucos tem coragem de fazer alguma coisa contra como nós fizemos, finaliza.

Ação solidária

Casarim revelou que o Centro Acadêmico organizou para hoje um ato solidário na Casa das Fraldas, a partir das 8h30. Segundo ele, é uma forma de mostrar para a sociedade que o objetivo dos estudantes não é ‘fazer festa’. Muitos acham isso, mas queremos deixar claro que a gente se preocupa com as questões sociais do ambiente em que estamos inseridos. Mesmo que muitos sejam de outras cidades e estados, destaca.