Juiz é transferido de Campo Mourão

Após mais de sete anos a frente da 1ª Vara Criminal de Campo Mourão, o juiz corregedor dos presídios da região, Juliano Albino Mânica será transferido para Maringá, onde assumirá o cargo de juiz substituto do município. Ele assumirá o novo posto no próximo dia 30. Mânica diz que deixa a cidade com o sentimento de missão cumprida. Sinto-me muito tranquilo por acreditar que a minha contribuição foi dada de uma forma simples e humilde. Ressaltando que a minha vitória não é apenas minha, mas sim de toda a equipe da 1ª Vara Criminal, destacou.

Desde que chegou a Campo Mourão, em 2004, o juiz informou que havia na vara criminal, cerca de cinco mil processos. Dentre eles 2,5 mil inquéritos policiais, 1 mil ações penais e outras 1,5 mil ações de registro geral. Amanhã [hoje] estarei entregando esta primeira vara criminal numa situação bem melhor, comentou.

O juiz informou que existem atualmente 2.351 processos, menos da metade do passivo que ele encontrou ao chegou à cidade. Deste número, 555 são ações penais, 1.096 inquéritos e o restante registro geral.

De um modo geral o juiz fez uma avaliação positiva, frente a 1ª Vara Criminal. Segundo ele, quando chegou a Campo Mourão não existia cadeia para mulheres. Tínhamos uma cadeia que servia para homens e mulheres em condições subumanas. Estava em situação deplorável. Era corriqueiro em Campo Mourão os motins, rebeliões e fugas sucessivas. Esta foi a situação de chegada, lembrou. E muito se fez nesse tempo todo. De lá para cá se fez remoção de presos e muitas melhorias, acrescentou.

Mânica destacou melhorias no presídio de Campo Mourão e a instalação de uma cadeia feminina em Farol. De acordo com ele, a situação de hoje, comparada ao passado é muito melhor. Porém não é a ideal. O que muito me anima neste setor é a predisposição do Governo do Estado em construir um Centro de Ressocialização em Campo Mourão, disse. A obra deve ser iniciada ainda este ano e concluída em 2013.

Segundo o juiz com a construção do Centro, o Tribunal de Justiça deverá beneficiar Campo Mourão com a instalação de uma vara de execuções penais, fazendo que venha mais um juiz e uma equipe de trabalho para atender especificamente pessoas encarceradas. Tudo isso sinaliza para mudanças positivas, ressaltou.

O juiz avaliou também a união das autoridades policiais com o Ministério Público e poder judiciário como positiva. Ninguém faz nada sozinho. E hoje temos em Campo Mourão uma harmonia entre o Poder Judiciário, o Ministério Público, a Policia Militar e Civil, clubes de serviços e toda a comunidade, completou.