Romaria reúne cerca de 600 cavaleiros

Uma romaria a Santa de Cássia, em Barbosa Ferraz, deverá reunir hoje, mais de 600 cavaleiros e cerca de mil peregrinos. Os cavaleiros, cerca de 150, saíram na tarde de ontem do município, com destino à Lunardelli, aonde chegaram no início da tarde. O retorno a Barbosa será hoje, às 7 horas. A previsão é que eles cheguem ao destino por volta das 16 horas. A expectativa é que no retorno a Barbosa Ferraz mais de 600 cavalheiros e cerca de mil pessoas estejam participando da romaria, disse o coordenador do evento, Vicente Adriano Calazans. Segundo ele, esta é a 15ª edição do evento, que comemora o dia de Santa Rita de Cássia, celebrado nesta terça-feira.

Calazans comentou que a romaria tornou se tradicional na região devido ao grande número de pessoas e diferenciada faixa de público que reúne. Durante o trajeto, cerca de 90 quilômetros – ida e volta, são feitas cerca de seis paradas para orações. No percurso, os cavaleiros levam uma imagem de Santa Rita de Cássia.

O coordenador falou que a romaria é também um momento de reflexão. Hoje, às 16 horas, após chegada em Barbosa Ferraz, os cavalheiros receberão a benção do padre Donizeti. Nosso o objetivo é reunir mais romeiros a cada ano. São pessoas que agradecem a um pedido atendido. As pessoas conhecem a história de Santa Rita de Cássia. Até os jovens gostam da cavalgada, comentou.

De acordo com Calazans, a Romaria foi idealizada pelo barbosense Pedro Garcia, morto há cerca de seis anos. Ele teria ido à gruta de Santa Rita de Cássia, em Lunardelli buscar água para inaugurar outra gruta em Barbosa Ferraz. O que era para ser uma simples viagem reuniu cerca de cinqüenta cavaleiros. O evento ganhou força, tornou-se tradicional e acontece até os dias de hoje no município. Antes dele morrer [Pedro Garcia], pediu para mim continuar com a romaria, concluiu Calazans.

História da Santa

Filha única, foi mãe, viúva, religiosa e estigmatizada. Nasceu em maio do ano 1381, um ano depois da morte de Santa Catarina de Siena. A casa natal de Santa Rita está perto de Cássia, entre as montanhas, a umas quarenta milhas de Assis, na Úmbria, região do centro da Itália que mais santos tinha dado à Igreja (São Benedito, Santa Escolástica, São Francisco, Santa Clara, Santa Ângela, São Gabriel, Santa Clara de Montefalco, São Valentim e muitos mais). Sua vida começou em tempo de guerras, terremotos, conquistas e rebeliões. Países invadiam países, cidades atacavam as cidades vizinhas, vizinhos lutavam com os vizinhos, irmão contra irmão.

Santa Rita percorreu o caminho da perfeição, a via purgativa, a iluminativa e a unitiva. Conheceu o sofrimento e em tudo cresceu em caridade e confiança em Deus. O crucifixo foi seu melhor mestre. Ela morreu no dia 22 de maio de 1457, aos 76 anos de idade. Era o fim de uma vida cheia de sofrimentos. Muitos são os sinais sobrenaturais atribuídos a Rita de Cássia além dos já indicados. Teria, na noite de sexta-feira da Paixão, recebido um dos espinhos da coroa de Cristo. Os crentes lhe atribuem outros milagres, ligados às frias terras montanhosas onde viveu, como o de que abelhas brancas teriam ornado seu berço e abelhas negras seu leito de morte.