Técnicos administrativos continuam paralisação

Desde ontem, servidores técnicos administrativos da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR/ Câmpus Campo Mourão), paralisaram as atividades pedindo revisão salarial e maior atenção às condições de trabalho em todos os câmpus. Segundo os representantes sindicais, desde 2010 não há alteração salarial o que ocasionou um congelamento. Para o próximo dia 17, está marcada uma marcha dos servidores à Brasilia pedindo atenção do governo às suas reivindicações.

O delegado do câmpus Campo Mourão, do sindicato dos Servidores técnico-administrativos, Elton Moura Santos, ressaltou que desde 2010 não há alteração salarial. Nós estamos em um período bastante crítico. A última alteração salarial foi a parcela de uma reposição, resultado de greve em 2006 [já referente aos 10 anos anteriores sem aumento].

Santos ressaltou que a única sinalização de diálogo por parte do governo foi a promessa de reunião com os representantes de todos os órgãos federais, que estão se mobilizando para uma greve geral dos servidores. Queremos sinalizar que nossa intenção não é deflagrar uma greve, mas se não houver opção vamos recorrer a essa alternativa. Colocamos o prazo em 30 de maio para que governo dê um posicionamento. Somente no Câmpus Campo Mourão são 60 servidores e a paralisação atingiu todos os setores, alguns totalmente e outros estão parcialmente paralisados. Até agora, já foram realizadas cerca de 50 reuniões e não tivemos nenhum êxito.

Os servidores pedem reajuste salarial de 22,08% referente aos meses de março de 2010 a março de 2012. Segundo ele, o Governo Federal tem realizado sucessivos aumentos no salário mínimo o problema, é que os servidores não estão participando desse crescimento. Se contarmos desde 2010, são 13 reajustes do mínimo, então nossa perda é muito grande. Os técnicos-administrativos de nível superior tem perda de um salário ao mês. Esse congelamento é preocupante.

A marcha nacional na qual os servidores em caravana irão a Brasília pressionar o governo está marcada para o dia 17 de maio. Tudo isso que estamos fazendo é para que não tenhamos que chegar a uma greve, porque sabemos que prejudica muito, finaliza.

Reunião avalia as condições de trabalho

Em reunião realizada no final da tarde de ontem, os servidores paralisados fizeram uma avaliação da estrutura de trabalho dos setores que compõe o quadro técnico administrativo. Representantes de cada setor apresentaram os problemas e esse documento será analisado hoje para a elaboração da pauta local.

Este ano teremos as eleições para direção do câmpus e queremos que os futuros candidatos se comprometam com isso. Em casos de greve, isso será encaminhado para uma discussão ampla e deverá fazer parte das reivindicações da categoria. Hoje a tarde também será realizado um seminário sobre as perdas que a aprovação do Fundo de Pensão dos Servidores Públicos Federais (FUNPRESP) pode acarretar. Esse fundo afeta diretamente a aposentadoria de todos ao criar um teto e isso precisa ser discutido, coloca.