Greve de caminhoneiros foi parcial na região

A paralisação nacional dos caminhoneiros agendada para esta quarta-feira (25) atingiu parcialmente a região da Comcam, mas sem bloqueios ou piquetes.  Informações obtidas com as polícias rodoviárias Estadual e Federal estimaram uma queda de 30% a 80% no fluxo de caminhões, dependendo da rodovia. 

A ação faz parte de uma paralisação de âmbito nacional liderada pelo Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC), iniciada ontem. O sindicato nacional da categoria estimava a interrupção de 600 mil caminhões em todo o país, porém a mobilização não atingiu o número esperado. 

A Coamo foi afetada em alguns pontos, mas ainda não soube informar com precisão o número de caminhões e trechos em que houve paralisação do transporte de suas cargas. Por meio da assessoria, foi dito que a cooperativa já está revendo sua logística em algumas regiões.

Situação nas principais rodovias na quarta-feira (25):

PR 317 (Peabiru – Maringá)  – fluxo normal

PR 082 (Terra Boa – Fênix) – normal

PR 558 (Campo Mourão – Araruna) – normal

BR 272 (Campo Mourã – Goioerê) – diminuição de 30% de caminhões

BR 487 (Tapejara do Oeste – Iretama) –  diminuição de 30% de caminhões

BR 369 (Campo Mourão – Cascavel) – diminuição de 30% de caminhões

PRC 466 (Guarapuava – Londrina) – menos 80% de caminhões

PRC 487 (Iretama – Cândido de Abreu) – menos 80% de caminhões

Grevistas dão um dia para caminhoneiros retornarem

De acordo com o representante do sindicato dos Caminhoneiros em Campo Mourão, José Severino Provasi, a categoria não realizou mobilizações para que os motoristas em viagem tivessem tempo de voltar para casa. Não adianta a gente parar quem está tentando voltar e eles ficarem na estrada, comenta. Segundo ele, no primeiro dia o fluxo já diminuiu, mas o movimento começa a ganhar força hoje.      

Hoje os grevistas devem fechar logo pela manhã a BR 369, sentido Cascavel. Serão liberados apenas carros de passeio e caminhões sem placa vermelha, que indica que é transporte de carga.

Principais reivindicações dos caminhoneiros:

– jornada das seis da manhã até às dez da noite ou que cada veículo rode de 600 a 700 km por dia;

– suspensão da Resolução 3658/11 (Cartão Frete) até que o sistema de pagamento eletrônico em todas as suas fases e necessidades seja estruturado;

– suspensão das multas por excesso de peso entre eixos;

– revisão e renegociação das dívidas contraídas pelos financiados do Programa Federal Pró-Caminhoneiro;

– suspensão imediata da fabricação ou transformações de composições rodoviárias de grande porte, os chamados RodoTrens, ou Bitrenzões.