Depois de mais uma rodada de negociações, continuou sem acordo a convenção coletiva que regula o salário e horário de abertura do comércio de Campo Mourão. O sindicato dos empregados pede 14% de reajuste salarial, mas o patronal aceita metade, 7%. Atualmente o salário de cerca de três mil funcionários do comércio é de R$ 750,00. A Convenção Coletiva de Trabalho é um acordo que define os percentuais de reajuste salarial para a categoria, além de benefícios e calendário de datas especiais.
De acordo com o presidente do sindicato dos empregados, Mauro de Oliveira, existem alguns pontos polêmicos e o principal é o salário. Ontem, uma nota foi publicada pela assessoria dos comerciantes orientando que não fizessem qualquer reajuste antes que a convenção seja assinada. Quando for firmado [a convenção], eles terão de pagar a diferença retroativa à 1º de junho. Então se fecharmos daqui a 30 ou 60 dias, o funcionário não perde nada. Só fica ruim para as empresas que precisarão pagar tudo, alerta.
Segundo ele, até o final da próxima semana deverá haver uma nova reunião para discutir a abertura do comércio à tarde em mais um sábado por mês. Esse é outro pedido que nós não aceitamos. Queremos manter um sábado por mês, que já havia sido acertado na última convenção coletiva. Como representamos mais de três mil pessoas o anseio por uma resposta é grande, coloca.
Outro lado
A nota emitida pelo sindicato patronal traz orientações dos advogados do Sindicato Empresarial do Comércio Varejista sobre o motivo de não conceder reajustes. Os advogados observam que eventuais índices de reajustes concedidos aleatoriamente pelos comerciantes – acima do percentual a ser definido na Convenção Coletiva de Trabalho – não poderão ser revistos posteriormente, onerando as empresas.
Ainda segundo eles, a espera da assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho para conceder o reajuste salarial é amparada pela legislação e não trará problemas legais para o empregador.