Ex-detento é assassinado a tiros

Livre da cadeia há pouco mais de um mês, Wagner Magalhães Rauta, 32 anos, não teve muito tempo para gozar da liberdade. Na noite de terça-feira (21), ele foi surpreendido em casa por homens armados e morreu com pelo menos dois tiros nas costas. O crime aconteceu por volta da 20h30, na Rua Bronislaw Wronski, no Jardim Aeroporto. Quando o Corpo de Bombeiros chegou ao local para prestar atendimento, a vítima já estava morta.

Segundo informações da Polícia Militar, o rapaz foi baleado quando saiu no quintal para atender um homem que o chamou pelo nome, na frente da casa. Mas assim que se aproximou do portão, foi surpreendido por outra pessoa, que estaria escondida no canto do muro, de onde fez os disparos. Na tentativa de voltar para dentro da casa e se proteger, Rauta foi atingido duas vezes nas costas e morreu instantaneamente. Policiais militares chegaram logo em seguida e isolaram a área, até a chegada a Polícia Civil.

A delegada, Maria Nysa Moreira Nanny, plantonista na delegacia de Campo Mourão, acompanhou o levantamento das informações e acredita que a vítima foi traída pelos próprios amigos que o acompanhavam. Há indícios de que armaram uma cilada e ele nem desconfiou, afirmou a delegada, lembrando que a vítima havia saído da cadeia há pouco mais de 40 dias.

Para a delegada, o crime teve a participação de várias pessoas. Pelo levantamento feito no local e baseado no depoimento de testemunhas, quando Rauta chegou à residência, já havia um carro ocupado por três homens, esperando por ele. Pareciam amigos dele e chegaram a conversar com vizinhos. Mas por enquanto, temos que manter cautela nas investigações, ouvir mais testemunhas e saber a quem interessava a morte da vítima, contou a delegada. As investigações tiveram início logo após o crime e durante a madrugada de ontem (22), um rapaz de 18 anos, foi detido suspeito de participação no assassinato. Ele teria sido visto no local. A Polícia Civil continua investigando na tentativa de prender outras pessoas envolvidas no assassinato.

Amigo dos vizinhos

A sogra da vítima, Maria Armando, ouvida pela reportagem da TRIBUNA, disse que já havia orientado o genro a mudar de Campo Mourão, após ele sair da cadeia. Ele estava preso na cadeia de Maringá, e quando foi solto, há pouco mais de um mês ainda fiz o alerta para que fosse embora. Ele não quis, lamentou Maria. Ela disse que sua filha tem dois filhos, de 2 e 7 anos, com Rauta.

Após sair da cadeia e voltar para Campo Mourão, ela diz que o genro tinha boa relação com a vizinhança. Vejo os vizinhos abatidos com tudo o que aconteceu. Se fazia alguma coisa errada por fora é outra coisa, pelo menos por aqui ninguém tinha nada contra ele. Depois que voltou para casa, ele falava que ia mudar de vida, afirmou. Segundo ela, a família de Rauta é do Mato Grosso.