Pai acusado é preso e nega crime bárbaro

O pai do adolescente assassinado e com indícios de ter sofrido violência sexual, foi preso na quarta-feira (22), em Roncador. Embora seja suspeito do crime, o homem de iniciais O. dos S., 52 anos, era procurado acusado de ter abusado sexualmente de uma filha adolescente, irmã da vítima, há pelo menos dois anos. Quando a polícia iniciou as investigações para esclarecer o assassinato de Eliel Carlos dos Santos, 15 anos, descobriu que havia um mandado de prisão contra o pai da vítima, expedido pela comarca de Iretama, em 2011.

A vítima foi encontrada morta na manhã de quarta-feira, sobre dois colchões, onde dormia na cozinha da casa em que morava com a mãe, R.M.G.S., na área central de Roncador. Ele sofreu espancamento na cabeça e estava vestindo apenas uma camiseta. A cueca estava abaixada, vestindo apenas uma de suas pernas e o corpo deitado de bruços, com travesseiro embaixo da barriga. Para a polícia, a posição supõe que a vítima sofreu abuso sexual.

O corpo passou por exame de necrópsia no Instituto Médico Legal (IML) de Campo Mourão, que deverá divulgar nos próximos dias se o adolescente sofreu violência sexual ou não. O sepultamento foi realizado ontem (23) de manhã, no cemitério de Roncador, em clima de muita comoção. O comandante do destacamento da Polícia Militar da cidade, sargento Mauro Fernandes de Souza, disse que o suspeito já responde por outros casos envolvendo esse tipo de violência.

Além desse mandado de prisão que havia contra ele, por ter abusado da própria filha e ainda ter ameaçado a vítima com uma faca, o suspeito também é acusado de ter abusado de um andarilho, usando um pedaço de cabo de vassoura, em Roncador, contou o policial. A prisão de O. dos S., segundo o sargento, foi um alívio para a população de Roncador. Pelos antecedentes que tinha, as pessoas temiam por ele estar solto pelas ruas.

O pai do adolescente assassinado trabalhava em uma mercearia em Iretama e era visto com mais frequência em Roncador, nos finais de semana. Ele está preso em Iretama e nega o crime. A Polícia Civil mantém uma equipe de investigadores trabalhando especialmente nesse caso. A mãe do adolescente, que na madrugada do crime disse que teria saído de residência por cerca de 40 minutos para ir à casa da patroa, também será interrogada novamente. Ela tem caído muito em contradição e será ouvida novamente. Mesmo porque, na época em que a filha sofreu abusos, há suspeitas de que ela foi conivente, afirmou o sargento.