Para evitar que haja problemas com o acúmulo de água e o aparecimento de criadouros para o mosquito da dengue no Cemitério São Judas Tadeu, agentes de endemia do município fazem regularmente visitas ao local. No próximo dia 2, quando será celebrado o Feriado de Finados, o trabalho será intensificado. Quatro agentes estarão de plantão distribuindo panfletos e orientando os visitantes sobre a forma de evitar que a doença seja disseminada no Campo Santo.
O coordenador técnico do combate a endemias e presidente do Comitê Gestor Intersetorial, Carlos Bezerra, explicou que o cemitério é um local de constante preocupação do setor. Além dos plásticos e outros recicláveis, algumas construções dos túmulos têm lugares que podem acumular água. Um exemplo são detalhes feitos com metal lacrado. Nestes casos, o proprietário do terreno é identificado e notificado para que faça um furo no metal. Com a água vazando, o problema termina, completa.
Bezerra ressalta ainda que no dia de finados, é recomendado às pessoas que não levem vasos que acumulem água. Os agentes estarão orientando na porta. Algumas vezes a pessoa até fica brava na hora, mas é um cuidado necessário. Após o dia de homenagear os mortos, serão realizados mutirões para a retirada do que passar despercebido aos agentes.
Combate constante
O combate a dengue vem sendo intensificado para que o próximo ano não registre índices como os casos deste ano. De acordo com o último Levantamento de Índices Rápido (Lira) da infestação do Aedes Aegipity (mosquito transmissor da dengue), a média da cidade foi de 0,3%. Em algumas localidades o índice está em zero, mas existem áreas da cidade que precisam de monitoramento e atenção.
O coordenador destacou que o resultado veio do empenho da comunidade, mas que o principal problema é que os focos continuam no lixo doméstico e outros resíduos sólidos. Teremos que desenvolver um trabalho bem consistente nesta área para sanarmos nossos riscos em relação a dengue para o futuro, ressalta Bezerra. Ele considera que os primeiros objetivos, que eram conter a epidemia no início do ano e evitar índices passíveis de deflagrar uma epidemia já foram atingidos. Agora chegamos a fase de manutenção aonde devemos deixar estabilizado os índices, abaixo de 1%, sem cruzar os braços ou abaixar a guarda, afinal não estamos lidando com a área de ciências exatas e sim com biologia, conclui Bezerra.
As áreas com os maiores índices de infestação estão na região do Jardim Aeroporto e o Jardim Flor do Campo com 2,04%, seguido do bairro Novo Horizonte compreendendo os jardins Alcântara, Horizonte, Ione, Kennedy, Vitória, Lopes, Voidelo, Verdes Campos, Vila Rio Grande e Cidade Verde com 1,85%, e a região do jardim Aurora nos bairros Aurora, Ana Elisa, Centro, Curitiba, Esperança, São Pedro, São Sebastião com 1,4% de infestação.