Familiares, amigos, autoridades e membros da Academia Mourãoense de Letras (AML) estiveram reunidos na manhã de sábado no auditório do Senac para o lançamento do livro Juntos: poesia nossa de cada dia. A obra escrita em conjunto por José Eugênio Maciel e Gilmar Cardoso levou aproximadamente 10 anos para se tornar realidade. Durante as apresentações os autores destacaram a importância do dia. Não tenha dúvida que hoje é um dos dias mais emocionantes da minha vida, enfatizou Maciel.
O professor, advogado e sociólogo, Maciel explicou que mesmo completando 25 anos de coluna semanal na TRIBUNA, ele nunca gostou de se dizer escritor. Sempre falo que sou ‘escrivinhador’ porque escritor tem um peso muito grande, coloca. Segundo ele, o projeto só foi completado pela insistência de Gilmar.
O Gilmar é poeta desde menino e nós temos uma amizade muito grande. Até prefaciei um livro de poesias dele e depois ele viu alguns poemas que eu fiz e ele falou: vamos lançar esse livro junto e eu achei que não era sério, coloca. Segundo ele, o tempo foi passando e Cardoso insistia na parceria. Fomos amadurecendo essa ideia e finalmente resolvemos lançar.
O livro lançado pela Editora Scortecci, de São Paulo, é o 10º na carreira de Gilmar Cardoso e marca a estreia de José Eugênio Maciel. Era um projeto antigo, uma inspiração nossa e como diz o próprio Vinicius que é homenageado na bienal, a vida é a arte do encontro embora haja tantos desencontros, brinca Gilmar.
Ele explicou que a demora é resultado desses desencontros. Mas agora acabamos concluindo. Eu já tive essa emoção em outras oportunidades, mas a emoção agora é apresentar o Maciel que para mim é um dos maiores intelectuais que nossa Campo Mourão já produziu. Que a poesia nossa de cada dia seja de fato e efetivamente de cada dia.
Apresentação e prefácio
O livro traz a apresentação na contra-capa assinada pelo 1º presidente da Academia de Letras, Rubens Luiz Sartori, falecido recentemente. Nele Sartori descreve que a obra reúne os sentimentos dos ‘confrades’, em forma de poesias-alimentos d’alma e da vida. O livro vem, portanto, testemunhar a riqueza e grandeza da natureza humana, escondidas nas hipocrisias que o dia a dia impõe ao cidadão, ao ser civilizado, ou vice-versa”, afirma.
O prefácio de autoria da escritora presidente da Academia Paranaense da Poesia, Roza de Oliveira, começa afirmando que a obra é um livro a quatro mãos. Quatro canais que liberam os signos do dinamismo interno, do universo de beleza, da fantasia e dos questionamentos dos dois poetas.