O dia nacional de Combate à Dengue será somente no sábado, mas em Campo Mourão, a luta já foi intensificada. Agentes de endemias estarão durante toda a semana realizando um ‘arrastão’ para retirar os objetos que acumulem água e que foram separados pela população. Além disso, equipe montada na Praça São José e funcionários estão alertando sobre os riscos de uma nova epidemia de dengue a partir de janeiro de 2014. O assunto foi tema de reunião com coordenadores de municípios de todo o Brasil. Os Estados e a União estão preocupados e reforçando a importância do combate a dengue. A população é peça chave nessa luta, relata o coordenador técnico de Combate a Endemias, Carlos Bezerra.
Segundo ele, durante os dias em que o arrastão estará nos bairros, os moradores deverão colaborar fazendo uma vistoria nos quintais. Ninguém entrará nas casas então o que pedimos é que as pessoas façam a retirada de todos os materiais que acumulem água, colocando na frente das casas. Estaremos junto com a Seleta [que realiza o serviço de coleta do lixo em Campo Mourão] fazendo o recolhimento e correto acondicionamento do material, destaca. Aliado a isso, vem sendo realizado na praça central, um trabalho de educação em relação aos cuidados que devem ser tomados.
Bezerra explica que toda essa preocupação tem motivo: muitos municípios não conseguiram sequer interromper a circulação viral. Em vários lugares continuaram aparecendo casos ininterruptamente. Nós estamos há mais de 120 dias sem uma confirmação e isso é muito bom, diz antes de ressaltar que as autoridades em todo o Brasil estão prevendo problemas sérios com a dengue para este verão, principalmente fevereiro e março.
Na cidade, foram registrados diversos casos de dengue tipo um – existem quatro tipos. Quem tem um fica imune a ele, mas aumenta a possibilidade de ter complicações em caso de contágio com os outros tipos. Já temos a dengue tipo quatro no Brasil e se vier para cá, estamos completamente expostos. A do tipo três, faz cinco anos que não se tem registro na região. Isso pode levar a uma epidemia e não podemos deixar o mosquito ganhar força, frisa Bezerra.
O coordenador explicou que as ações para evitar o problema continuam com multas e a elaboração de um plano de gerenciamento pela vigilância sanitárias nos locais com mais focos. Nosso mais problema são os locais que podem acumular água. É preciso manter embalado e fazer com que chegue ao destino adequado, não desprezando em terrenos baldios.
Datas e locais do arrastão
Dia 21 – Damasco, Fernandes, Barleta, Parque Acácias, Parque São João, Vitória, Maia, Laura, Araucária, Flórida.
Dia 22 – Região Central: praça e arredores, estádio, entre outros
Dia 23 – Aurora, Ana Elisa, São Sebastião, São Pedro, Curitiba, Conrado, Kimberly, Albuquerque, Flora I e II, Santa Nilce II.
Arrastões já realizados
Dia 19 – Modelo, Batel, Santa Cruz, Jardim Esperança, Bandeirantes, Alvorada, Cidade Nova, Cidade Alta, Vitória, Novo Itacolomi, Copacabana, Tomás.
Dia 20 – Lar Paraná, Vila Candida, Pio XII, Cohapar, Parque Verde, Parque Industrial, Paulino.