Em nota, Gaeco nega operação de cunho político

A Promotoria de Justiça do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Maringá divulgou nota na tarde desta segunda-feira (24), informando que a operação na prefeitura de Campo Mourão não teve viés político-eleitoral. O Grupo desarticulou um esquema de arrecadação de dinheiro com descontos em salários de Cargos Comissionados (CC’s). No comunicado, a promotoria diz que o Gaeco atende os preceitos constitucionais e legais, e repele, veementemente, qualquer alusão de que o Grupo atue ou tenha agido com intenções políticas ou de coloração partidária.

Há cerca de duas semanas, a prefeita de Campo Mourão, Regina Dubay (PR), concedeu entrevista coletiva à imprensa, e afirmou que foi vítima de uma armação política. Regina chegou a citar o nome de dois ex-servidores públicos municipais que teriam armado contra seu governo. Até o momento, tanto o chefe de gabinete, Raimundo Machado quanto o diretor da Saúde, Anselmo Camargo, citados no processo não foram afastados. Regina diz que aguarda comprovação da participação deles no esquema para providências.

O Gaeco informou também via nota enviada nesta tarde, que as investigações foram iniciadas no dia 7 de janeiro deste ano, com base em denúncias encaminhadas ao Núcleo do Gaeco em Maringá. Na sequência, no decorrer da operação, no dia 5 de fevereiro Camargo foi preso em flagrante, no momento em que recebia o repasse indevidamente exigido.

No dia 12 de fevereiro foi cumprido na prefeitura mandado de busca e apreensão, expedido pelo Judiciário, onde o Grupo fez a apreensão de computadores e documentos. Segundo o Gaeco, a investigação corre sob segredo de Justiça, e após a conclusão, serão propostas ao judiciário as medidas cabíveis. A prefeitura do município também será informada para que tome as medidas necessárias.