Greve de caminhoneiros continua na região de CM

Foto: Paula Fernandes

Mesmo após o acordo firmado entre governo e caminhoneiros na quarta-feira (25), a categoria mantém paralisação em diversos pontos de rodovias federais e estaduais. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Cascavel, todas as rodovias de acesso a Campo Mourão continuam bloqueadas, pelo menos para caminhões. Com isso a cidade continua com falta de combustíveis, gás de cozinha, produtos de supermercados, entre outros.

Até a tarde de ontem continuavam bloqueadas as seguintes rodovias: BRs 158 (Peabiru), 272 (saída para Goioerê), 487, nos trechos da Estrada Boiadeira, perto da antiga Tyson e na saída para Iretama, além da BR 369, no trevo de Mamborê. A PRF informou ainda que outras rodovias nas proximidades de Pitanga, Manoel Ribas e Guarapuava também seguem bloqueadas. Em todos esses trechos estão liberados o trânsito de carros, ônibus, ambulâncias, carga perecível e viva.

Os caminhoneiros resistem com a greve e garantem que estão tendo apoio de todos os lados. As próprias polícias rodoviárias e militar nos dão incentivo, assim como comerciantes que nos mandam alimentos. Pessoas param o carro e deixam caixas de produtos porque entendem a dificuldade que estamos enfrentando e ficam sensibilizados. Até doação em dinheiro a gente tem recebido. Esse acordo que o Sindicato fechou com o governo não nos favorece em nada, por isso vamos continuar com a greve, determina Edenilson Aparecido Lousada, 45 anos, proprietário de dois caminhões e sócio da Rododiesel.

Aparecido critica o Sindicato, que segundo ele só agora resolveu se manifestar. Nunca recebemos apoio e agora que a onça está morta eles vão lá sentar em cima e tirar a foto, mas isso não muda em nada. Vamos manter a paralisação porque o transporte está quebrado no Brasil. Até segunda ordem vamos continuar na estrada, liberando apenas cargas vivas, frutas e verduras, além de veículos de passeio e de emergência, afirma. Indignado ele conta que frete de até 300 quilômetros não rende mais de R$ 300,00 livres. É uma vergonha, mas é só isso que sobra para a gente ir no mercado no final de semana, desabafa.

Pela proposta apresentada na quarta-feira, o governo promete sancionar a Lei dos Caminhoneiros sem vetos, prorrogar por 12 meses o pagamento de caminhões por meio do Programa Procaminhoneiro, além da criação, por meio de negociação entre caminhoneiros e empresários, de uma tabela referencial de frete. Nesse item, os representantes dos caminhoneiros pediram que o governo atue na mediação com os empresários.