China anuncia medidas para globalizar moeda

A China tomará medidas para aliviar o controle de capitais e criar condições para o Fundo Monetário Internacional incluir o yuan em sua cesta de moedas de reserva.

A promessa foi feita no fim de semana em Pequim pelo presidente do Banco Popular da China, Zhou Xiaochuan, diante da diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde.

A China intensificou sua campanha para diversificar as reservas globais, que o Brasil também apoia, de olho na revisão que o FMI fará em outubro de sua cesta de moedas.

Os chamados direitos especiais de saque (SDR, em inglês) usam uma média da cotação de quatro moedas ponderada por seu peso no comércio global: o dólar, o euro, o iene e a libra esterlina.

Entre as novas medidas, estão a permissão a investidores estrangeiros para operar na Bolsa de Xangai, via Hong Kong, o maior acesso de fundos externos ao mercado chinês e o afrouxamento de regras para investimentos chineses no exterior.

Sem citar prazos, Zhou prometeu acelerar a conversibilidade do yuan. Cerca de 60 países têm em suas reservas a moeda chinesa, que, desde 2010, passou a ser utilizada em 15% do comércio global.