Comprovação da aftosa na Comcam segue baixa e preocupa Adapar

A 1ª etapa da campanha de vacinação contra febre aftosa, iniciada no começo deste mês entra nesta quarta-feira para o 18º dia com apenas cerca de 20% do rebanho vacinado, conforme o número de comprovações feitas junto a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), núcleo de Campo Mourão. O número representa apenas 53 mil cabeças imunizadas de um total de 262 mil previstas. Para esta etapa, é obrigatória a vacinação de bovinos e bubalinos com até 24 meses de idade.

De acordo com a médica veterinária e Fiscal de Defesa Agropecuária da Adapar de Campo Mourão, Claudia Gebara, em torno de 18% das 7,3 mil propriedades tiveram o rebanho vacinado. Segundo ela, o número pode ser maior, já que muitos proprietários ainda não fizerem a comprovação da vacina. A médica comentou que considera o número bastante baixo. Segundo ela, pelo menos mais de 30% dos produtores já deveriam ter comprovado a vacina pelo tempo que a campanha foi aberta. A chuva da semana passada atrapalhou um pouco, disse.

Claudia comentou que a campanha deve ser intensificada a partir desta segunda quinzena do mês. O encerramento da vacinação será no próximo dia 31. A médica veterinária ressaltou que não basta só vacinar, é preciso fazer a entrega dos comprovantes da vacina na unidade da Adapar de Campo Mourão ou prefeituras dos municípios. Quem não fizer a comprovação está sujeito a multa de R$ 915 até dez cabeças de gado, ou R$ 91,57 por animal não vacinado caso ultrapasse este número.

A comprovação da vacina pode também ser feita pela internet, no site da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná. Neste caso, ao fazer a compra da dose, o produtor deve pedir ao logista para lançar a compra da vacina no sistema. Há dois prazos de carência para comprovação: para animais jovens que só recebeu uma dose; 15 dias após a vacinação, e para animais mais velhos, que já receberam duas doses; sete dias.

Claudia explicou que apesar da obrigatoriedade da vacina ser apenas para animais com até 24 meses de vida nesta etapa, o proprietário pode também vacinar os mais velhos caso reste doses da vacina. Já quem tem só animais acima desta idade, deve levar os comprovantes à Adapar para atualização do cadastro. Durante a campanha de vacinação o produtor só pode transportar animais com a vacinação comprovada. Se a pessoa só tem animais mais velhos (acima dos 24 meses) é obrigado a atualização do cadastro junto a Adapar para ser liberado o transporte.

Técnicos da Adapar estão acompanhando a vacinação na região, principalmente em propriedades consideradas de riscos, aquelas que recebem animais de outros estados ou em que a movimentação de entrada e saída de animais é grande.

Rebanho deve ser vacinado também contra brucelose

Claudia Gebara lembra também para a vacinação contra brucelose, obrigatória no Paraná. Neste caso, todas as bezerras de 3 a 8 meses de vida devem ser imunizadas contra a doença. A vacina tem que ser feita sob acompanhamento de um médico veterinário. Como a vacina é viva, a pessoa pode ser infectada por brucelose se não fizer o manejo do medicamento corretamente, alertou. É preciso fazer também a comprovação da vacina.

Conforme Claudia, alguns casos da doença são registrados todos os anos na região. Para ser considerada como erradicada, é preciso que o Estado atinja 90% de vacinação contra a doença. Quanto mais pessoas vacinar melhor será para se alcançar este status, disse. A médica alertou também para a tuberculose. Para detectar a enfermidade, o proprietário deve fazer exames veterinários no animal.

As duas doenças são zoonoses que podem ser transmitidas para o ser humano. Quanto à tuberculose, sempre que for comprar animais para reprodução ou produção de leite é importante testá-los antes de transportá-los, acrescentou Claudia.