Sindicatos vão começar a discutir sobre CCT

Representantes do Sindicato dos Empregados no Comércio (Sindecam) e Sindicato Empresarial do Comércio Varejista (Sindicam) de Campo Mourão terão a primeira reunião para discutir a assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2016-2017 nesta segunda-feira (30). A reunião terá início às 10hs, no Sindecam. Antes disso, na terça-feira (24), a diretoria do Sindicato Patronal realizou assembleia para a análise e estudo do rol de reivindicações apresentado pelos comerciários visando o fechamento da CCT. No encontro os empresários autorizaram a negociar a CCT com o sindicato dos comerciários.  Também foi autorizada a prorrogar a CCT em vigência, caso necessário. Poderá ainda impetrar ou contestar ação de Dissídio Coletivo, bem como a promover qualquer ação de interesse da classe sindical relativa a CCT.

A pauta de reivindicações apresentada pelo Sindicato do Comércio contém 117 pedidos. Dentre eles, o reajuste salarial de 25 por cento a partir de 1º de junho. Os comerciários também não querem a abertura do comércio aos sábados à tarde, domingos e feriados. Tudo isso foi discutido durante assembleia geral realizada pelo Sindecam no dia 24 de abril, quando mais de 600 trabalhadores do comércio estiveram reunidos no Clube 10 de Outubro para votar.

O presidente do Sindecam, Mauro de Oliveira, espera que a negociação com o Sindicato Patronal se resolva o mais breve possível. Teremos essa reunião para iniciar a negociação. Entre outros itens, vamos discutir a questão de valores para o reajuste e horário de trabalho. Mas é importante que seja definido o mais rápido possível, pois trata-se de uma ação retroativa, ou seja, quanto mais se prorroga, mas a empresa terá que pagar depois, e de uma única vez, incluindo multas e outros encargos, adverte Oliveira.

O atual momento econômico e político compromete as negociações, na visão do líder dos comerciários. O impeachment da presidenta Dilma gerou uma expectativa, mas como não param de surgir novos fatos que só comprometem o cenário político do Brasil, os investidores não investem no país por receio. Isso é péssimo para o mercado interno e externo, e reflete inclusive nas negociações que temos por aqui. Mas o que esperamos é que haja consenso para que tenhamos uma definição que seja favorável aos dois lados, completa Oliveira.

Para o presidente do Sindicato Patronal, Nelson Bizoto, na situação econômica que o país atravessa, a união da classe empresarial é de suma importância para a busca de alternativas que não onerem ainda mais as empresas.