Um assassinato praticado em Luiziana entre quinta-feira e a madrugada de ontem levou a Polícia Civil a esclarecer a denúncia de um falso crime em Campo Mourão. Manoel Gomes de Souza (idade não divulgada) foi morto a tiros em uma estrada rural, perto de Luiziana, mas ao iniciar as investigações a polícia descobriu que o autor dos tiros era um rapaz que na mesma noite havia sido internado com um tiro na perna em Campo Mourão. Ele disse que havia sido ferido por bandidos que tentaram roubar o seu veículo Astra, na região do Jardim Santa Cruz, mas a história passou a não fazer muito sentido, contou o delegado Nagib Nassif Palma, delegado-chefe da 16ª Subdivisão Policial de Campo Mourão.
Ao aprofundar a investigação, a polícia descobriu por meio do celular que ele usava, o seu envolvimento com o crime em Luiziana. O caso veio à tona porque envolveu também um adolescente, que foi levado por ele no bagageiro do carro até para ajudar no crime. O episódio envolve um suposto relacionamento homossexual entre o rapaz assassinato e o agressor. O acusado do homicídio, no entanto nega, dizendo que matou porque não suportava mais o assédio que sofria da vítima. Ele vivia atrás de mim e já estava comprometendo até no meu trabalho e o relacionamento com minha namorada. Levei ele no local para matar mesmo, estava decidido, admitiu.
Na delegacia ele relatou que na noite de quinta para sexta-feira marcou um encontro em uma lanchonete. Depois seguiram até as proximidades de Luiziana, onde ocorreu o crime. O tiro na perna ele conta que ocorreu durante o confronto com o rapaz. Ele queria manter relações sexuais e até tentou baixar minhas calças, mas eu não queria. Foi então que acabamos entrando em luta corporal e eu atirei nele, pois não suportava mais a situação. Com isso também acabei ferido, contou.
O adolescente também foi apreendido e o acusado do crime preso na 16ª Subdivisão Policial de Campo Mourão por homicídio e falsa comunicação de crime. Foi mais um crime bastante complexo que rapidamente acabou sendo solucionado, em um grande trabalho entre as polícias Civil e Militar, relatou o delegado. A arma usada no crime seria um revólver calibre 38, mas que ainda não foi localizado. O corpo de Manoel foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Campo Mourão. Foto: Rafael Silvestrin/Canal 54