Quem se dirigiu ao Hemonúcleo de Campo Mourão ontem para doar sangue, foi homenageado com brindes oferecidos pela unidade em comemoração ao Dia do Doador. Camisetas ou xícaras foram os presentes oferecidos a quem se dispõe a estar sempre colaborando para que o banco de sangue mantenha seu estoque em dia. A chefe do Hemonúcleo, Maria Luzia Salvador disse que quando sua equipe chegou ontem, às 07h15 para iniciar o atendimento, já havia pessoas esperando. Foi um dia muito especial e alcançamos nossas expectativas. Durante a semana o movimento já foi bastante positivo, com muitos doadores fidelizados nos procurando, assim como outras pessoas que chegavam de acompanhante e passavam a doar pela primeira vez, comemora Luzia.
Para ela, as pessoas estão cada vez mais conscientes quanto a importância do ato de doar sangue. A média mensal de coletas gira em torno de 700 a 750. Já tivemos mês de receber até 800 doadores, o dobro do que tivemos no passado. Foi uma resposta positiva diante do temor que tivemos no início, quando houve algumas mudanças de horários no Hemonúcleo, com fechamento para o almoço e o fim das coletas externas e nos dias de sábados. As pessoas se adequaram às mudanças, mais empresas tornaram-se nossas parcerias e foi bom para todo mundo, destaca ela.
Mesmo assim, Luzia lembra que sangue nunca é demais, pois a unidade de Campo Mourão trabalha em rede com todo o Estado. Existe uma meta no Estado para que toda a Hemorrede aumente em 30% as coletas, com o objetivo de suprir a necessidade do leito SUS do Paraná. O nosso banco de sangue, por exemplo, não atende apenas Campo Mourão e Comcam, mas também precisa estar preparado para socorrer outras redes em caso de urgência. Da mesma forma quando necessitamos também somos atendidos.
Josânia Gonçalves, 50 anos, doou sangue ontem, repetindo um gesto corriqueiro. Pelo menos duas vezes ao ano passo por aqui para doar. Me sinto muito bem em saber que posso estar ajudando a salvar a vida de outras pessoas. Quem sabe amanhã a gente mesmo, ou um parente pode precisar da doação de outra pessoa, por isso faço questão de ser doadora fiel, revelou.
A desempregada Camila de Medeiros, 26, de Quinta do Sol, também não mede esforços quando o que está em jogo é a vida de outras pessoas que podem precisar do sangue dela para continuar vivendo. Penso nisso e faço a doação até três vezes ao ano. A gente doa só um pouquinho e não dói nada, dá o exemplo. Já o funcionário público Luiz George Pequito, 51, repete o gesto há mais de 20 anos, pelo menos três ou quatro vezes ao ano.
Além de ser participativo, ele pede para que outras pessoas sigam seu exemplo. Todo mundo precisa se conscientizar da importância da doação. Imagine quantas vidas a gente pode estar salvando pelo simples gesto de doar. Faço questão de doar principalmente nos fins de ano, quando tem feriado prolongado, porque sei que é um período em que o banco de sangue mais necessita de sangue, relata.
O vendedor Anderson Costa, 22 anos, é considerado um doador especial ao Hemonúcleo. Não que ele seja melhor do que ninguém, mas é que o sangue que corre em suas veias é de um tipo raro: A-. Meu sangue pode ajudar algumas pessoas que não podem receber qualquer tipo de sangue, por isso o Hemonúcleo sempre me liga quando necessita. E eu estou sempre à disposição, porque um dia também posso precisar. Inclusive, um amigo morreu de leucemia porque faltou esse tipo de sangue para ele, lamentou. O Hemonúcleo de Campo Mourão está localizado na rua Mamborê, nº 1500, ao lado da 11ª Regional de Saúde e Ciscomcam.