Augustinho Vecchi, prefeito por três mandatos, completa 83 anos

O ex- prefeito de Campo Mourão Augustinho Vecchi (PMDB) completa nesta terça-feira (31) 83 anos de vida. Prefeito da cidade por três mandatos, Vechi abraçou a causa pública para promover o desenvolvimento do município e deixou marcada a sua história política pelos grandes feitos como prefeito.

Os mais antigos dizem que se o município é o que é hoje, muito se deve ao esforço de Vechi.  Ele chegou a cidade em 1955, veio de Lagoa Vermelha, no Rio Grande do Sul. Montou uma serraria no município vindo a se envolver mais tarde com o meio político.

O ex-prefeito iniciou sua trajetória política em 1964, quando foi eleito vereador do município, sendo escolhido para a presidência da Câmara. Neste mesmo ano, disputou também a prefeitura de Peabiru (na época a prática era permitida pela Justiça Eleitoral), mas perdeu por uma quantidade pequena de votos para Eleutério Galdino de Andrade. Em 1.968 assumiu pela primeira vez a prefeitura da cidade, quando o então prefeito Milton Luiz Pereira foi indicado a juiz federal, seu mandato encerrou no ano seguinte. Vechi se reelegeu para o segundo mandato em 1977/83. Seis anos mais tarde voltou a disputar a eleição municipal, sendo eleito para a gestão 1989/92.

Segundo registros históricos fornecidos pelo historiador do município, Jair Elias dos Santos Junior, Vecchi está entre os ex-prefeitos que mais investiu na implantação da estrutura da cidade. Foi nos seus mandatos que foram erguidos, por exemplo, o Teatro Municipal, a Casa da Cultura, o calçadão da rua Brasil e da Avenida Capitão Índio Bandeira, o Kartódromo Municipal e o Parque de Exposições Getulio Ferrari, entre outras importantes obras de infraestrutura. Também foi no seu mando que foi criada a Festa Nacional do Carneiro no Buraco, hoje referência do município.

De acordo com registros históricos, Augustinho Vecchi atingiu o auge de sua liderança política na década de 1970, quando conquistou o segundo mandato de prefeito eleito pelo voto popular. Sua liderança manteve-se durante a década de 1980, quando conquistou o terceiro mandato de prefeito e o segundo através das urnas. No começo do decênio de 1990 sua liderança começou a esfacelar e o sucesso do segundo mandato não foi alcançado desta vez. O seu estilo de fazer política com viés populista desagradou a elite e isso ficou mais cristalino no seu terceiro mandato.

O ex-prefeito é uma figura política polêmica. Em 1964, quando ainda era vereador, protestou na Câmara de Vereadores quanto ao mau funcionamento da telefonia da cidade. Seus pronunciamentos eram polêmicos, sempre voltados para assuntos de interesse coletivo. Nas eleições de 1965 apoiou a candidatura de Bento Munhoz da Rocha Neto para o governo do Estado, enquanto que seu grupo apoiava a candidatura de Paulo Pimentel. No segundo mandato manteve uma relação amistosa com o governador Jaime Canet Júnior, cuja amizade perdura até hoje.

Com o sucessor de Canet, Ney Braga, Augustinho manteve uma relação fria e distante. Com Canet ajudou a fundar o PP (Partido Progressista), que depois se fundiu o PMDB. Desde então, isso no final dos anos 70, manteve-se filiado ao PMDB até hoje, cultivando também uma fiel amizade com o ex-governador Roberto Requião.

Carneiro

A festa Nacional do Carneiro no Buraco, prato típico de Campo Mourão, chega este ano à sua 27ª edição. Nestes 27 anos o evento cresceu bastante a ponto de ficar reconhecido nacionalmente, atraindo pessoas de diversas partes do Brasil e outros países. E foi justamente Augustinho Vecchi juntamente com Toni Nishimura (In memoriam), que idealizaram a festa. “O Carneiro no Buraco é um dos meus orgulhos”, disse ele, que sancionou a lei instituindo a iguaria como prato típico da cidade.